O
Instituto Quaest divulgou nesta quarta-feira, 18, pesquisa encomendada pela TV
Mirante com intenção de votos para o governo estadual e para o Senado. Pelos
números, há um empate entre os pré-candidatos Orleans Brandão (MDB) e Eduardo
Braide (PSD) no cenário espontâneo. O levantamento foi realizado nos dias 12 a
16 de março ouvindo 900 eleitores em 49 municípios maranhenses. A margem de
erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança
é de 95%. O registro da pesquisa tem protocolo MA 07211/2026.
Os
números divulgados pelo instituto Quaest acendeu o alerta no cenário político
do Maranhão. Enquanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, mantém-se
estagnado na faixa dos 30% a 35% das intenções de voto, o pré-candidato Orleans
Brandão apresenta crescimento consistente e já alcança 24%, encurtando a
distância e tornando a disputa mais acirrada.
No
cenário espontâneo (quando não é apresentado o nome do candidato ao
entrevistado), tanto o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão,
quanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, alcançaram 15% das intenções de
votos. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), é citado
por 7% dos ouvidos e o vice-governador, Felipe Camarão (PT), 5%.
Já
no cenário sem Lahesio Bonfim, Braide alcança 39%, Orleans Brandão, 26% e
Felipe Camarão, 9%. Se a disputa não tiver o prefeito de São Luís, o cenário
fica com Orleans liderando com 31%, Lahesio com 19% e Camarão com 16%.
O levantamento indica uma mudança relevante no ritmo da pré-campanha. Braide, que por meses liderou com relativa folga, agora enfrenta dificuldades para ampliar sua base eleitoral. A estabilidade nos números, embora ainda o mantenha na liderança, passa a ser interpretada por analistas como um possível “teto” momentâneo, sobretudo diante da entrada mais efetiva de Orleans no debate estadual.
Por
outro lado, Orleans Brandão surge como o nome em ascensão. O crescimento nas
pesquisas sugere que sua pré-campanha começa a ganhar capilaridade,
especialmente com o apoio de lideranças políticas e estrutura partidária no
interior do estado. Esse movimento é estratégico: historicamente, eleições no
Maranhão são fortemente influenciadas pelo desempenho fora da capital.
Análise
política: estrutura versus recall
O
cenário desenha um contraste clássico. Braide conta com alto nível de
conhecimento popular, principalmente na Grande São Luís, fruto de sua atuação
como prefeito da capital. No entanto, enfrenta o desafio de expandir sua
presença no interior e consolidar alianças políticas mais robustas.
Já
Orleans aposta em uma construção mais orgânica, apoiada por grupos políticos
tradicionais e pela máquina de articulação no interior. Seu crescimento indica
que essa estratégia começa a surtir efeito, principalmente entre eleitores que
priorizam proximidade política e influência regional.
Outro
fator que pesa é o tempo. A eleição ainda está distante, o que favorece
candidatos em curva de crescimento como Orleans e pressiona aqueles que já
aparecem consolidados, como Braide, a encontrar novas formas de avançar.
Cenário
eleitoral: tendência de segundo turno
Com
os números atuais, o cenário mais provável é de segundo turno. A estagnação de
Braide e o avanço de Orleans reduzem a possibilidade de uma vitória em primeiro
turno e abrem espaço para uma disputa mais polarizada.
Além
disso, o comportamento dos demais pré-candidatos e possíveis alianças será
decisivo. Caso Orleans continue crescendo e consiga atrair apoios estratégicos,
pode não apenas encostar em Braide, mas até assumir a liderança em determinados
cenários.
O
que observar nos próximos meses
Os
próximos movimentos serão cruciais:
A
capacidade de Braide de romper a estagnação e crescer fora da capital;
A
consolidação de Orleans como principal alternativa competitiva;
A
formação de alianças políticas e o posicionamento de outros grupos;
O
impacto do cenário nacional na eleição estadual.
A
pesquisa Quaest, mais do que um retrato do momento, aponta para uma disputa
aberta e em transformação onde liderança não garante vitória e crescimento pode
ser o fator decisivo até 2026.









