O
tabuleiro político do Maranhão acaba de sofrer um abalo sísmico. Após a
expulsão do deputado estadual Edson Araújo, o PSB decidiu ir além e excluiu
mais seis deputados estaduais em pleno exercício de mandato, Adelmo Soares, Andreia Rezende,
Antônio Pereira, Daniella, Davi Brandão e Florêncio Neto. promovendo um dos
movimentos mais duros e explícitos de ruptura partidária dos últimos anos. Como
desdobramento imediato, o partido formalizou sua saída do Bloco Juntos Pelo
Maranhão, rompendo oficialmente com a base governista e passando a integrar o bloco
de oposição na Assembleia Legislativa.
A
decisão marca um divisor de águas na relação entre o PSB e o Palácio dos Leões,
escancarando um racha que já vinha sendo desenhado nos bastidores, mas que
agora ganha contornos públicos, institucionais e irreversíveis.
Uma
ruptura anunciada
Nos
corredores da Assembleia, poucos foram pegos de surpresa. O PSB vivia uma
convivência tensa com o governo estadual, marcada por divergências
estratégicas, disputas de poder interno e desalinhamento político para 2026. A
expulsão em série deixa claro que a legenda optou por radicalizar, mesmo ao
custo de perder musculatura parlamentar imediata.
A
mensagem é direta: não haverá espaço para meio-termo. Ou se alinha ao projeto
partidário, ou está fora.
O impacto na Assembleia Legislativa
Com
a saída do PSB do bloco governista, o equilíbrio de forças na Assembleia muda.
Embora o governo ainda mantenha maioria, o gesto fortalece politicamente a
oposição, amplia o discurso crítico e cria um ambiente de enfrentamento
político no plenário.
Mais
do que números, o que está em jogo é o simbolismo: um partido historicamente
relevante no Maranhão abandona a base e assume, sem rodeios, o papel de
antagonista.
Crítica:
estratégia ou suicídio político?
A
decisão do PSB divide opiniões. Para aliados do governo, trata-se de um
movimento intempestivo, que pode isolar a legenda e reduzir seu acesso a
espaços institucionais e recursos políticos. Para setores da oposição, é um
gesto de coragem política, que reposiciona o partido e dá clareza ao
eleitorado.
O
risco, porém, é alto. Expulsar deputados com mandato significa renunciar a
capilaridade, visibilidade e votos no curto prazo. O PSB aposta que a coerência
ideológica e o reposicionamento estratégico compensarão as perdas imediatas.
Cenário
para 2026: tudo ou nada
O
pano de fundo da crise é, sem dúvida, a eleição de 2026. O PSB parece decidido
a reconstruir sua identidade no Maranhão, ainda que isso implique romper pontes
e enfrentar antigos aliados. O movimento sugere que o partido não pretende ser
coadjuvante no próximo ciclo eleitoral, mas sim protagonista ou oposição dura.
Para
o governo, o desafio agora é conter danos, reorganizar sua base e evitar que o
rompimento gere efeito cascata em outras legendas.
A
nova configuração da bancada de oposição passa a contar, então, com 11 deputados:
Carlos Lula, (Iracema Vale, Francisco Nagib, Ariston – Governistas porém ainda
no PSB agora de oposição), Othelino Neto, (Fernando Braide – Irmão do prefeito de
são luis Eduardo Braide que não sabe se é direita , centro ou esquerda mais que
está abancado em cima de um muro) , Leandro Bello (todos do PSB) além de
Rodrigo Lago, Júlio Mendonça, Ricardo Rios e (Ana do Gás – que não sabe em que
banda toca ) (Todos do PCdoB).
Conclusão
No
Maranhão, a política entrou definitivamente em modo hard. O recado do PSB é
claro: o jogo é bruto, e não há espaço para neutralidade. Resta saber se a
legenda terá fôlego para sustentar o embate e transformar a ruptura em capital
político ou se pagará um preço alto demais por essa aposta radical.
Uma
coisa é certa: a Assembleia Legislativa nunca mais será a mesma após esse
movimento.







