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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

EM PRIMEIRA MÃO: Dino do Aldenora Bello entra no radar para comandar a ALEMA e pode se tornar peça-chave no governo Eduardo Braide

De estreante nas urnas a possível protagonista do Legislativo maranhense: com 33.664 votos pelo PSD, Antônio Dino Tavares reúne experiência na gestão hospitalar, capital social e proximidade política com o governador eleito. Uma eventual chegada à presidência da Assembleia Legislativa poderá redefinir as relações de poder no Maranhão a partir de 2027.

MARANHÃO — A política maranhense pode estar diante de uma movimentação capaz de influenciar os rumos do novo governo estadual. Antônio Dino Tavares, conhecido politicamente como Dino do Aldenora Bello, eleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD), com 33.664 votos, surge como um nome a ser observado nas articulações para a composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), cuja nova legislatura começa em fevereiro de 2027.

Presidente da Fundação Antônio Dino, instituição mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello, em São Luís, Dino chega à política institucional com uma trajetória construída fora das disputas eleitorais tradicionais. Sua experiência está ligada à administração hospitalar, à filantropia e à defesa da assistência oncológica, áreas que lhe conferem uma identidade pública diferente daquela dos políticos formados exclusivamente nas estruturas partidárias.

Agora, diante da vitória eleitoral de Eduardo Braide para o Governo do Maranhão, seu nome ganha relevância em uma discussão que vai além da escolha de um presidente para o Parlamento estadual: quem terá condições de estabelecer uma relação de confiança entre o Palácio dos Leões e a Assembleia Legislativa?

É nesse contexto que Dino do Aldenora Bello passa a representar uma possibilidade política estratégica. Entretanto, é importante distinguir as articulações de bastidores de uma decisão formal: até que haja confirmação pública e apoio parlamentar consolidado, sua eventual indicação para a presidência da ALEMA deve ser tratada como uma hipótese política, e não como uma escolha oficialmente definida.

Uma história construída entre a saúde, a filantropia e a responsabilidade social

Antônio Dino Tavares tem sua trajetória associada a uma instituição que ocupa lugar importante na história da assistência oncológica maranhense. Neto do médico Antônio Jorge Dino, fundador do Hospital Aldenora Bello, ele cresceu ligado a uma tradição familiar de atuação na área da saúde e de compromisso com o atendimento de pessoas que enfrentam o câncer.

A experiência acumulada na administração hospitalar ajudou a construir sua imagem pública. Antes de chegar às urnas, Dino já atuava em um ambiente marcado por grandes desafios: a necessidade de financiamento da assistência, a ampliação da capacidade de atendimento, a aquisição de equipamentos, a formação de equipes especializadas e a busca permanente por recursos para atender pacientes de diferentes regiões do estado.

Segundo o perfil profissional apresentado, sua atuação na gestão hospitalar ultrapassa 15 anos, período no qual esteve ligado à administração e à expansão de serviços da instituição. À frente da Fundação Antônio Dino, sua trajetória passou a se relacionar diretamente com a mobilização de recursos, a organização de serviços e a articulação com diferentes setores da sociedade.

Essa experiência representa um diferencial em relação a outros estreantes na política. Dino não chega à Assembleia Legislativa apenas com uma votação expressiva: chega com uma história profissional vinculada a uma causa social concreta, que mobiliza famílias, profissionais de saúde, voluntários, doadores e instituições públicas.

A experiência administrativa, contudo, também traz responsabilidades. No exercício do mandato parlamentar, será necessário transformar conhecimento sobre os desafios da saúde em propostas, fiscalização, articulação orçamentária e políticas públicas que alcancem toda a população maranhense.

 O peso dos 33.664 votos: uma estreia que merece atenção

A eleição de Dino do Aldenora Bello, em sua primeira disputa por um cargo eletivo, demonstra que sua candidatura conseguiu converter reconhecimento público e atuação profissional em capital eleitoral.

Os 33.664 votos conquistados pelo PSD representam uma base política relevante para um estreante. Mais do que o número absoluto, o resultado indica a possibilidade de construir uma trajetória própria no Legislativo, especialmente se o deputado conseguir manter diálogo com diferentes segmentos sociais e ampliar sua presença para além de sua área tradicional de atuação.

Sua bandeira eleitoral, centrada na saúde e no fortalecimento do tratamento oncológico, também oferece uma identidade política clara. Em um estado marcado por desigualdades regionais e dificuldades de acesso a serviços especializados, a defesa de uma assistência mais próxima das famílias pode encontrar espaço importante no debate público.

A descentralização do tratamento contra o câncer, com o fortalecimento de serviços no interior, é uma pauta de grande relevância. Para que essa proposta produza resultados, porém, será necessário articular recursos estaduais e federais, fortalecer a rede regional de saúde, ampliar a capacidade de diagnóstico e garantir que os pacientes tenham acesso contínuo aos tratamentos. Se conseguir transformar sua experiência em resultados verificáveis, Dino poderá consolidar uma atuação parlamentar que ultrapasse os limites de sua votação inicial.

Da gestão hospitalar à política: uma mudança de escala

Existe uma diferença fundamental entre administrar uma instituição filantrópica e ocupar um cargo eletivo. Na primeira atividade, o foco está na missão institucional, na prestação de serviços e na sustentabilidade da organização. Na Assembleia Legislativa, a responsabilidade se amplia: envolve representação de toda a sociedade, elaboração de leis, fiscalização do Executivo e participação nas decisões sobre o orçamento público. É justamente nessa transição que estará um dos principais testes de Dino.

Sua experiência na saúde pode ajudá-lo a compreender os obstáculos enfrentados por hospitais, pacientes e profissionais. Mas a construção de uma carreira política consistente exigirá capacidade de negociação, conhecimento do funcionamento do Estado e disposição para dialogar com parlamentares de diferentes partidos e posições.

A credibilidade conquistada na área social pode ser um ativo importante. Ao mesmo tempo, o eleitorado deverá avaliar o desempenho do deputado por suas ações no mandato, pela transparência de sua atuação e pelos resultados alcançados em benefício da população. O desafio será demonstrar que a entrada na política não representa apenas a transferência de prestígio de uma instituição reconhecida para o ambiente eleitoral, mas a construção de um compromisso público mais amplo.

Por que Dino do Aldenora Bello pode entrar na disputa pela presidência da ALEMA?

A presidência da Assembleia Legislativa é um dos postos mais relevantes da estrutura política estadual. O presidente conduz os trabalhos parlamentares, coordena decisões administrativas, participa da definição da agenda legislativa e exerce papel central na interlocução institucional com os demais Poderes. Por isso, a escolha do ocupante desse cargo não depende exclusivamente da vontade do governador. Ela exige votos entre os próprios deputados e uma composição capaz de reunir partidos, bancadas e lideranças com interesses distintos.

Nesse cenário, Dino reúne características que podem torná-lo interessante para uma articulação política: votação expressiva, identificação partidária com o PSD, experiência administrativa, visibilidade pública e proximidade política atribuída a Eduardo Braide. Seu perfil também pode favorecer a construção de uma narrativa de renovação. Em vez de apresentar à sociedade um nome identificado exclusivamente com as antigas disputas internas da Assembleia, a eventual candidatura de Dino poderia ser associada à chegada de um representante de uma área social estratégica.

 Mas a eleição para a presidência da ALEMA não se resolve apenas com reputação ou proximidade com o governador. O fator decisivo será a capacidade de construir maioria parlamentar, negociar espaços institucionais e demonstrar que sua eventual presidência poderá representar os interesses da Casa como um todo. A pergunta central, portanto, não é apenas se Dino tem a confiança de Braide, mas se conseguirá conquistar a confiança da maioria dos deputados estaduais.

O que Eduardo Braide ganharia com essa indicação?

Se Eduardo Braide optar por apoiar Dino do Aldenora Bello para a presidência da Assembleia, poderá buscar uma relação institucional mais próxima entre o Executivo e o Legislativo. Para um governador em início de mandato, essa relação é fundamental para a aprovação de projetos, a discussão do orçamento, a implementação de políticas públicas e a sustentação de uma agenda administrativa.

A possível escolha teria pelo menos cinco dimensões estratégicas.

1. Construção de uma ponte política com a Assembleia

Um presidente da ALEMA alinhado politicamente ao projeto do governador pode facilitar o diálogo sobre prioridades administrativas e propostas legislativas. Isso não significa garantir automaticamente a aprovação de matérias, mas pode ajudar a criar um ambiente de negociação mais previsível.

2. Fortalecimento do PSD e da identidade do novo governo

A eleição de Dino pelo PSD e sua associação política com Braide podem contribuir para consolidar uma identidade partidária e institucional para o novo ciclo de governo. A indicação também poderia sinalizar que o governador pretende valorizar aliados que chegam à política com uma trajetória profissional própria.

3. Uma agenda social com forte apelo público

A trajetória de Dino na assistência oncológica oferece a possibilidade de colocar a saúde entre os temas prioritários do debate legislativo. Se houver cooperação entre Executivo e Assembleia para ampliar serviços, reduzir filas e fortalecer o atendimento no interior, os benefícios poderão alcançar diretamente a população.

É importante, entretanto, que essa agenda seja conduzida com critérios técnicos e de interesse público, sem transformar uma causa humanitária em instrumento de promoção partidária.

4. Renovação da imagem política do Maranhão

A eventual escolha de um parlamentar estreante, com experiência na gestão hospitalar e atuação filantrópica, poderia ser apresentada como sinal de renovação. Politicamente, isso ajudaria Braide a defender a imagem de um governo que busca incorporar novos perfis à estrutura de poder estadual.

A renovação, contudo, não se resume à origem profissional do presidente. Ela dependerá da transparência, da abertura ao diálogo, da responsabilidade administrativa e do respeito à independência do Legislativo.

5. Maior capacidade de coordenação institucional

Um presidente que mantenha diálogo permanente com o Palácio dos Leões pode ajudar a reduzir conflitos desnecessários e organizar negociações sobre projetos prioritários. Para o governador, isso pode representar maior capacidade de execução de seu programa de governo.

Há, porém, uma condição essencial: a relação deve ser de cooperação, não de subordinação. A Assembleia precisa preservar sua autonomia para fiscalizar o Executivo, questionar decisões e representar os interesses da sociedade.

O risco de uma presidência construída apenas pela confiança política

Se a eventual candidatura de Dino for associada principalmente à sua proximidade com Braide, o movimento poderá enfrentar resistências entre deputados que reivindicam autonomia na escolha da Mesa Diretora.

 À Assembleia Legislativa é formada por diferentes grupos, e cada parlamentar possui interesses eleitorais, regionais e partidários. Uma indicação vista como imposição do Executivo pode estimular articulações contrárias, mesmo entre aliados ocasionais. Por isso, a estratégia mais consistente seria a construção de uma candidatura baseada em diálogo, compromissos institucionais e respeito aos demais parlamentares.

Dino precisaria demonstrar que, caso eleito presidente, não seria apenas o representante do governador dentro da Assembleia, mas o dirigente responsável por conduzir os trabalhos legislativos com equilíbrio, transparência e respeito ao pluralismo político. Para Braide, essa distinção também é importante. Uma presidência excessivamente identificada com os interesses do Executivo poderia produzir desgaste e comprometer a independência que dá legitimidade ao Parlamento. O ganho político mais duradouro viria de uma aliança institucional capaz de funcionar mesmo diante de divergências pontuais.

O impacto para a política maranhense

A eventual ascensão de Dino do Aldenora Bello à presidência da ALEMA poderá produzir efeitos que ultrapassam a relação entre governador e deputados. Primeiro, poderá modificar a distribuição de influência dentro do Legislativo, abrindo espaço para um parlamentar que não construiu sua trajetória exclusivamente nas disputas tradicionais de poder. Segundo, poderá alterar a maneira como o novo governo organiza sua base parlamentar. Se Dino reunir apoio amplo, a escolha poderá fortalecer o grupo político de Braide e estabelecer uma nova referência de interlocução entre os Poderes. Terceiro, poderá conferir maior visibilidade à pauta da saúde pública. A presença de um dirigente com experiência na administração hospitalar pode contribuir para ampliar o debate sobre oncologia, financiamento do SUS, regionalização da assistência e condições de funcionamento das unidades de saúde.

Por outro lado, o resultado dependerá das prioridades efetivamente adotadas. Uma presidência ocupada por alguém com experiência social não garante, por si só, melhorias nos serviços públicos. A transformação exige planejamento, recursos, fiscalização e execução. Há também uma dimensão simbólica: a chegada de um representante da área filantrópica ao centro do poder legislativo pode estimular a participação de profissionais de outros setores da sociedade na vida pública. Isso só terá significado duradouro, entretanto, se vier acompanhado de responsabilidade política e resultados concretos.

O que muda para a população?

Para o cidadão maranhense, a discussão sobre a presidência da Assembleia só ganha relevância plena quando relacionada aos efeitos das decisões políticas sobre a vida cotidiana. Na saúde, uma atuação consistente poderá contribuir para debates e medidas destinadas a ampliar o atendimento especializado, melhorar a distribuição regional dos serviços e fiscalizar a aplicação de recursos públicos. Na área econômica, a relação entre Executivo e Legislativo poderá influenciar a tramitação de medidas fiscais, investimentos, programas de desenvolvimento e iniciativas voltadas à geração de emprego e renda. No campo social, uma Assembleia aberta à sociedade poderá fortalecer audiências públicas, ampliar a participação de entidades representativas e tornar mais transparente a discussão de projetos de interesse coletivo.

Mas existe uma cobrança inevitável: a população precisará avaliar se as articulações de poder produzem resultados ou se permanecem restritas aos acordos entre lideranças. A eventual presidência de Dino será julgada não apenas pela maneira como chegar ao cargo, mas pelo que fará a partir dele.

Os desafios que esperam Dino em 2027

Caso sua candidatura avance e ele seja eleito presidente da ALEMA, Dino terá pela frente uma agenda complexa. O primeiro desafio será conquistar legitimidade entre os próprios deputados, construindo uma maioria capaz de sustentar sua eleição e garantir estabilidade à direção da Casa.

O segundo será preservar a autonomia do Legislativo diante do novo governo. A proximidade política com Braide poderá facilitar o diálogo, mas não eliminará a obrigação de fiscalizar o Executivo.

 O terceiro será transformar sua experiência na área da saúde em uma agenda legislativa consistente, sem restringir sua atuação a uma única bandeira. Como presidente da Assembleia, deverá lidar com assuntos econômicos, administrativos, ambientais, educacionais e sociais de todo o Maranhão.

O quarto será assegurar transparência na gestão interna da Casa, com responsabilidade no uso dos recursos públicos, respeito aos procedimentos legislativos e prestação de contas à sociedade.

Por fim, terá de demonstrar capacidade de liderança em um ambiente no qual as alianças podem mudar rapidamente. A confiança política é importante, mas a sustentação de uma presidência depende de diálogo permanente e habilidade para administrar divergências.

A eleição da Mesa Diretora será um teste para o novo governo

A composição da Mesa Diretora da ALEMA, prevista para o início da nova legislatura, será um dos primeiros grandes testes políticos do governo Eduardo Braide. O resultado mostrará até que ponto o governador eleito conseguirá transformar sua vitória nas urnas em capacidade de articulação institucional. Também revelará a força das lideranças parlamentares e a disposição dos deputados para construir uma composição que ofereça estabilidade ao Legislativo.

Se Dino do Aldenora Bello vier a ocupar a presidência, o movimento poderá ser interpretado como uma vitória política de Braide e um passo importante na organização de sua base. Caso outro nome prevaleça, isso não significará necessariamente uma derrota do governador, mas poderá indicar que a Assembleia pretende preservar maior autonomia na escolha de seus dirigentes.

Em qualquer cenário, a disputa terá consequências para o equilíbrio de forças no Maranhão.

É preciso lembrar que a eleição da Mesa Diretora obedece às regras internas da Assembleia e à decisão dos parlamentares. A vontade do governador, embora politicamente relevante, não substitui os votos necessários para a escolha do presidente.

Conclusão: Dino pode representar a renovação, mas precisará provar que sabe liderar

A trajetória de Antônio Dino Tavares reúne elementos que ajudam a explicar sua projeção política: uma família historicamente ligada à assistência oncológica, experiência na gestão hospitalar, atuação filantrópica e uma estreia eleitoral com 33.664 votos.

Esses fatores lhe conferem visibilidade e uma identidade pública própria. Sua possível candidatura à presidência da Assembleia Legislativa, por sua vez, abre uma discussão sobre a renovação das lideranças e a construção de uma nova relação entre o Executivo e o Legislativo maranhenses.

Para Eduardo Braide, apoiar Dino poderá significar uma oportunidade de ampliar sua capacidade de articulação, fortalecer seu campo político e estabelecer uma interlocução com a Assembleia em torno das prioridades do governo. Para Dino, poderá representar a passagem de uma trajetória profissional de grande responsabilidade social para uma das posições institucionais mais importantes do estado. Mas o desfecho ainda dependerá das negociações parlamentares e da construção de uma maioria efetiva.

A verdadeira dimensão dessa possível ascensão não estará apenas no nome escolhido para comandar a Assembleia, mas no modelo de relação política que será estabelecido entre os Poderes a partir de 2027. Se conseguir unir experiência administrativa, compromisso social, habilidade de negociação e independência institucional, Dino do Aldenora Bello poderá se transformar em uma das figuras centrais do novo ciclo político maranhense. Para Braide, a escolha poderá ser estratégica. Para a Assembleia, será uma decisão sobre liderança e autonomia. Para a população, a expectativa deverá ser a mesma de sempre: que as articulações políticas se convertam em políticas públicas, transparência e resultados concretos.

No Maranhão que começa a desenhar seu próximo ciclo de poder, Dino do Aldenora Bello pode estar diante de uma oportunidade histórica. O desafio será transformar o capital social conquistado na saúde em liderança política capaz de servir a todo o estado.

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

PRF divulga balanço da Operação Nossa Senhora Aparecida 2026 no Maranhão

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou a Operação Nossa Senhora Aparecida 2026, entre os dias 9 e 12 de outubro, com reforço do policiamento em todas as rodovias federais do Maranhão. A operação teve como objetivo reforçar a segurança viária durante o aumento do fluxo de veículos, intensificando a fiscalização em trechos e horários considerados críticos, além de combater a criminalidade e promover ações de educação para o trânsito.

Durante o período, foram realizados 3.483 procedimentos de fiscalização a pessoas e 2.883 a veículos, além de 1.215 testes de alcoolemia. Nas fiscalizações com radar, a PRF registrou 501 imagens de veículos flagrados em excesso de velocidade. Entre as principais infrações constatadas, destacam-se 109 ultrapassagens em faixa contínua, 125 casos de condutores ou passageiros de motocicletas sem capacete, 25 recusas ao teste do etilômetro, 49 ocorrências de pessoas sem cinto de segurança, entre condutores e passageiros, e 18 situações envolvendo crianças sem dispositivo de retenção adequado (DRC).

No enfrentamento à criminalidade, cinco veículos foram recuperados nos municípios de Barra do Corda, Imperatriz, Açailândia, Codó e São Luís. Também foi registrada uma ocorrência de tráfico de drogas na BR-135, em São Luís, durante ação integrada entre a PRF no Maranhão, no Ceará e a Polícia Militar do Maranhão. Na ação, foram apreendidos 152 kg de cloridrato de cocaína. O condutor, o veículo e a droga foram encaminhados à Polícia Judiciária para os procedimentos legais.

No dia 12 de outubro, a PRF também prestou apoio à IX Caminhada de Nossa Senhora Aparecida, promovida pela Diocese de Grajaú (MA), no trecho da BR-135 entre Presidente Dutra (MA) e o povoado Pitombeira. A atividade ocorreu das 4h às 8h, com o apoio da Guarda Municipal de Presidente Dutra. As equipes realizaram o policiamento e acompanharam o cortejo religioso.

No período da operação, foram registrados nove acidentes de trânsito, que resultaram em três mortes nos municípios de Paraibano, Bacabeira e Presidente Dutra.

 

Fonte de informação: Polícia Rodoviária Federal / Núcleo de Comunicação Institucional/SPRF-MA

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O trabalho começou: Braide monta equipe técnica para a transição e sinaliza preparação para um novo ciclo no Maranhão

O anúncio dos nomes que irão integrar a equipe de transição de governo de Eduardo Braide marca uma nova etapa na corrida pelo Palácio dos Leões. Com uma advogada e dois economistas, o grupo escolhido pelo candidato reúne perfis voltados para as áreas jurídica, econômica e administrativa, indicando que a estratégia não ficará restrita ao discurso político: o trabalho técnico já começou.

A composição da equipe chama atenção justamente pela escolha de profissionais com formação específica para lidar com um dos maiores desafios de qualquer mudança de governo: conhecer a realidade financeira, administrativa e jurídica do Estado e transformar esse diagnóstico em planejamento.

A presença de dois economistas aponta para uma preocupação especial com as contas públicas, receitas, despesas, investimentos, capacidade de endividamento e prioridades orçamentárias. Já a participação de uma advogada reforça a necessidade de analisar contratos, legislação, convênios, programas e compromissos que deverão ser considerados em uma eventual mudança de comando no Executivo Estadual.

Mais que uma equipe de transição

A escolha dos nomes pode ser interpretada como um movimento de preparação antecipada. Em uma disputa eleitoral cada vez mais acirrada, Braide procura apresentar uma imagem de candidato que, além de disputar votos, se prepara para governar.

O momento também é estratégico. Com a eleição se aproximando, a montagem de uma equipe técnica permite transformar propostas de campanha em um diagnóstico mais concreto sobre o que pode ser executado nos primeiros meses de uma eventual gestão.

A transição, nesse sentido, deixa de ser apenas uma etapa burocrática e passa a funcionar como uma espécie de laboratório de governo. É nesse espaço que podem ser identificados gargalos, prioridades e oportunidades para áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura, geração de emprego e desenvolvimento econômico.

Sinal para o eleitor

O anúncio também carrega uma mensagem política. Ao colocar profissionais técnicos no centro do processo, Braide tenta reforçar a ideia de que sua eventual chegada ao Governo do Maranhão seria acompanhada de planejamento e organização.

A mensagem é clara: antes de prometer, é preciso conhecer os números; antes de governar, é preciso saber o tamanho do desafio. Em uma eleição marcada pela disputa de narrativas e pela apresentação de diferentes projetos para o Maranhão, a equipe de transição pode se transformar em uma das primeiras vitrines de como cada candidato pretende administrar o Estado.

A disputa começa a ganhar contornos de governo

A movimentação de Braide ocorre em um cenário no qual a disputa pelo Governo do Maranhão vem ganhando intensidade. A partir de agora, além das pesquisas e das alianças políticas, os candidatos serão cada vez mais cobrados sobre quem está preparado para governar e com qual equipe pretende fazer isso.

Ao anunciar uma advogada e dois economistas, Eduardo Braide dá um passo nessa direção. Mais do que apresentar nomes, o gesto coloca uma questão importante na mesa eleitoral: quem terá capacidade de transformar a campanha em um projeto de governo viável para o Maranhão?

 O trabalho começou e, a partir de agora, a composição das equipes, as propostas e a capacidade de execução deverão pesar cada vez mais na decisão do eleitor maranhense.

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

ELEIÇÕES 2026: Pesquisa aponta disputa acirrada entre Orleans Brandão e Eduardo Braide pelo Governo do Maranhão

Levantamento do Instituto Qualitativa mostra Orleans na liderança numérica, mas a diferença está dentro da margem de erro; cenário indica seleção específica em dois nomes. A corrida pelo Governo do Maranhão começa a ganhar contornos cada vez mais definidos, com forte concentração das intenções de voto em dois candidatos. Pesquisa do Instituto Qualitativa, divulgada nesta quarta-feira (26), coloca Orleans Brandão (MDB) na liderança do cenário estimulado de primeiro turno, com 41,1% das intenções de voto, seguido de perto por Eduardo Braide (PSD), que aparece com 36,6%.

A vantagem de Orleans é de 4,5 pontos percentuais, mas o resultado preciso é aplicado com cautela. A pesquisa possui margem de erro de 3,27 pontos percentuais, para mais ou para menos, o que faz com que os intervalos estimados dos dois candidatos apresentem sobreposição. Na prática, embora Orleans esteja numericamente à frente, o levantamento não permite afirmar, dentro da margem de erro, que existe uma liderança consolidada e estatisticamente isolada.

ELEIÇÃO CADA VEZ MAIS POLARIZADA

Um dos principais sinais apresentados pela pesquisa é a concentração do eleitorado nos dois primeiros apresentados. Orleans Brandão e Eduardo Braide somam 77,7% das intenções de voto, demonstrando que, neste momento, a disputa é especialmente técnica entre os dois nomes.

O dado representa um desafio para os demais candidatos. Felipe Camarão aparece com 4,2%, enquanto Roberto Rocha registra 3,9%. Na sequência estão André Luís, com 1,3%; Saulo Arcangeli, com 0,9%; Reginaldo Lima, com 0,4%; e Dimas Cassimiro, com 0,1%. Somados, todos os candidatos chegam a 88,5%, enquanto brancos, nulos, manifestantes que afirmam não votarem em nenhum dos nomes apresentados e os que não apareceram ou não responderam representam 11,5%.

O QUE OS NÚMEROS REVELAM?

Mais do que aponta simplesmente quem está em primeiro lugar, a pesquisa apresenta três sinais importantes para a corrida eleitoral. O primeiro é a polarização entre Orleans e Braide. Com quase oito em cada dez candidatos declarando preferência por um dos dois, existe pouco espaço, neste momento, para uma terceira candidatura ocupar posição de protagonismo.

O segundo é que a eleição ainda está aberta. A diferença de 4,5 pontos entre os líderes é relativamente pequena quando comparada à margem de erro de 3,27 pontos. Isso significa que um movimento de poucos pontos percentuais pode alterar significativamente a fotografia apresentada pelo levantamento.

O terceiro ponto está relacionado ao eleitorado que ainda pode mudar de posição. Embora os indecisos e os que não responderam representem 7,5%, há também 4% que afirmam não votar em nenhum dos candidatos ou que pretendem anular o voto. Esse contingente, dependendo da evolução da campanha, pode representar uma parcela importante do eleitorado a ser disputada.

ORLEANS TEM A LIDERANÇA, MAS BRAIDE PERMANECE NO JOGO

O resultado coloca Orleans Brandão em uma posição politicamente relevante. Liderar uma pesquisa estadual, ainda que dentro da margem de erro, demonstre capacidade de competitividade e coloque seu nome no centro do debate eleitoral.

Por outro lado, Eduardo Braide aparece suficientemente próximo para manter uma disputa aberta. A diferença de 4,5 pontos não configura uma vantagem confortável, especialmente considerando a margem de erro.

Isso transforma a próxima etapa da campanha em uma disputa por crescimento, consolidada e incluída. Para Orleans, o desafio é transformar a liderança numérica em vantagem efetiva. Para Braide, a missão é reduzir a diferença e buscar a ultrapassagem.

TERCEIRA VIA ENFRENTA DIFICULDADE

Os números também mostram a dificuldade enfrentada por muitos concorrentes. Felipe Camarão, terceiro colocado, aparece com apenas 4,2%, enquanto Roberto Rocha registra 3,9%.  A distância entre os dois líderes e os demais candidatos é expressiva. O terceiro colocado está 32,4 pontos atrás de Orleans e 32,4 pontos atrás de Braide, evidenciando o tamanho da concentração da disputa.

Para romper essa barreira, uma candidatura alternativa precisaria provocar uma mudança significativa no cenário atual, seja por meio de alianças, crescimento regional, maior exposição ou transferência de votos de candidatos que hoje aparecem na liderança.

PRÓXIMOS MOVIMENTOS SERÃO DECISIVOS

A pesquisa funciona como uma fotografia do momento, e não como previsão do resultado eleitoral. Ainda há campanha pela frente e fatores capazes de modificar o quadro: alianças partidárias, composição das chapas, debates, propaganda eleitoral, avaliação dos governos, desempenho dos candidatos e principalmente a capacidade de cada grupo político de mobilizar suas bases.

O cenário apresentado pelo Qualitativa, portanto, aponta para uma eleição potencialmente polarizada e com dois candidatos em condições de disputar o protagonismo.  Orleans Brandão lidera numericamente, mas Eduardo Braide permanece dentro de uma distância que mantém uma corrida totalmente competitiva. A pergunta que começa a ganhar força no cenário político maranhense é: a liderança de Orleans vai se transformar em vantagem real ou Braide conseguirá virar o jogo?

DADOS DA PESQUISA

O Instituto Qualitativa reuniu 900 participantes em 50 municípios do Maranhão, entre os dias 19 e 25 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3,27 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-08263/2026.

 

 


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

FÉ E TRADIÇÃO: Festejo de São Raimundo Nonato dos Mulundus altera trânsito na BR-222 neste sábado

A tradição e a fé que marcaram o Festejo de São Raimundo Nonato dos Mulundus, em Vargem Grande, no Maranhão, também exigiram atenção especial dos motoristas que trafegaram pela BR-222 neste sábado, 22 de agosto.

Na razão da realização do tradicional festejo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que haverá interdições temporárias da rodovia no trecho entre os quilômetros 156 e 162, na região que compreende o povoado Paulica.

De acordo com a PRF, os bloqueios acontecerão em dois horários: das 6h às 10h e das 16h às 18h. A medida que tem como objetivo garantir a segurança dos participantes do evento e organizar o fluxo de veículos durante a entrega relacionada às celebrações.

Uma tradição que atravessa gerações

O Festejo de São Raimundo Nonato dos Mulundus é uma das manifestações religiosas e culturais mais tradicionais de Vargem Grande e reúne, todos os anos, milhares de fiéis, devotos e visitantes.

A devoção a São Raimundo Nonato dos Mulundus identidade está profundamente ligada à história e à cultura da região. O festejo combina fé, religiosidade popular, peregrinação e manifestações culturais, transformando a região em um importante ponto de encontro de comunidades e famílias que mantêm a tradição ao longo das gerações.

A celebração é marcada por momentos de oração, homenagens ao santo, promessas e projeções de fé, além da intensa emoção de pessoas que se deslocam até a comunidade para participar das atividades religiosas.

Mais do que uma celebração religiosa, o festejo se tornou parte da memória coletiva de Vargem Grande e da cultura maranhense, preservando trajetórias transmitidas de geração em geração.

PRF recomenda atenção aos motoristas

Com a previsão de grande circulação de pessoas, a PRF recomenda que os condutores planejem suas velocidades com antecedência, reduzam a velocidade nos trechos do trecho interditado e respeitem rigorosamente a sinalização e as orientações dos agentes de trânsito.

Uma recomendação é especialmente importante para quem precisa utilizar a BR-222 durante os horários de interdição.

📍 Rodovia: BR-222

📍 Trecho: Km 156 ao Km 162 – região do povoado Paulica, Vargem Grande-MA

📅 Data: 22 de agosto

⏰ Interdições: 6h às 10h e 16h às 18h

O festejo tradicional deve movimentar a região neste fim de semana, unindo devoção, cultura e tradição, enquanto a PRF reforça a necessidade de atenção para garantir que o período de celebração ocorra com segurança para moradores, peregrinos e motoristas.

 

ELEIÇÕES 2026: Pesquisa IPSensus aponta Orleans Brandão na liderança da disputa pelo Governo do Maranhão

Levantamento mostra Orleans Brandão com 41,01% das intenções de voto e Eduardo Braide com 37,84%; cenário reforça a disputa pelo Palácio dos Leões. Uma nova pesquisa de intenção de votos movimenta o cenário político do Maranhão e aponta Orleans Brandão (MDB) na liderança da corrida pelo Governo do Estado. 

Segundo o levantamento realizado pelo Instituto IPSensus, o candidato aparece com 41,01% das intenções de voto, enquanto Eduardo Braide (PSD) registra 37,84%.Os números indicam uma diferença de 3,17 pontos percentuais entre os dois primeiros colocados. O levantamento também apresenta outros nomes que integram o cenário eleitoral: Roberto Rocha (PRTB) aparece com 4,86%; Felipe Camarão (PT) tem 4,19%; André Luís (Missão) soma 1,42%; Saulo Arcangeli (PSTU) registra 0,74%; Reginaldo Lima (PCB) aparece com 0,41%; e Dimas Cassimiro tem 0,07%.

De acordo com os dados divulgados, 3,92% dos entrevistados declararam voto nulo, enquanto 5,54% não souberam ou não responderam.

Liderança em novo levantamento

O resultado do IPSensus se soma a outros levantamentos recentes que vêm acompanhando a movimentação eleitoral no Maranhão. Na semana passada, uma pesquisa do Instituto Veritas também teria apontado Orleans Brandão em primeiro lugar na corrida pelo Governo do Estado.

A repetição de um cenário de liderança em pesquisas distintas amplia a atenção sobre a pré-campanha de Orleans e sobre os próximos movimentos dos demais grupos políticos que disputam espaço na sucessão estadual.

Apesar da vantagem numérica apresentada pelo levantamento, a diferença entre os dois primeiros colocados está dentro de uma faixa que exige cautela na interpretação dos dados, considerando a margem de erro da pesquisa.

Pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral

A pesquisa IPSensus foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-09971/2026. O levantamento foi contratado pela empresa Farol Pesquisa e Comunicação Ltda.

Ao todo, foram entrevistados 1.480 eleitores, entre os dias 15 e 20 de agosto de 2026. A margem de erro informada é de 2,55 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento oferece um retrato do momento eleitoral e não representa, por si só, uma previsão do resultado das eleições. Até a votação, o cenário poderá sofrer alterações a partir das alianças partidárias, definição das chapas, campanha eleitoral e movimentação dos candidatos.

Disputa segue aberta

Com a aproximação do período eleitoral, os números das pesquisas passam a ter peso importante na estratégia dos grupos políticos. A liderança apontada para Orleans Brandão coloca o candidato no centro das atenções, enquanto Eduardo Braide aparece próximo na segunda colocação, mantendo a disputa concentrada entre os dois principais nomes apresentados pelo levantamento.

O cenário, portanto, sinaliza uma eleição marcada pela forte disputa pelo eleitorado maranhense, com os demais candidatos buscando ampliar seus índices e conquistar espaço ao longo da campanha.

 

Os dados e percentuais acima são apresentados conforme as informações fornecidas sobre a pesquisa IPSensus registrada sob o número MA-09971/2026.

 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

INOP 2026: Orleans Brandão e Braide travam disputa voto a voto pelo Governo do Maranhão; cenário aponta eleição aberta

 

Pesquisa INOP/Jornal Pequena mostra Orleans Brandão na liderança numérica no cenário estimulado, mas dentro da margem de erro em relação a Eduardo Braide; disputa pelo Senado também começa a ganhar forma.

A corrida pelo Palácio dos Leões segue marcada pelo equilíbrio e pela indefinição. Pesquisa INOP/Jornal Pequeno, divulgada nesta terça-feira (26), aponta que o pré-candidato Orleans Brandão (MDB) aparece numericamente à frente na disputa pelo Governo do Maranhão, com 40,38% das intenções de voto no cenário estimulado, seguido de muito perto por Eduardo Braide (PSD), com 40,27%, configurando empate técnico, considerando a margem de erro de 2,98 pontos percentuais.

Na sequência aparecem Lahesio Bonfim (Novo), com 9,04%, Felipe Camarão (PT), com 4,95%, e André Luis, com 0,37%. Os votos nulos somam 0,86%, enquanto 4,13% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, o equilíbrio permanece. Eduardo Braide registra 29,32%, enquanto Orleans Brandão aparece com 27,45%, também em situação de empate técnico. Lahesio Bonfim surge com 6,11%, Felipe Camarão com 2,81%, e o senador Weverton Rocha (PDT) foi citado por 0,04%. O percentual de indecisos ou que não responderam alcançou 34,27%, indicando espaço para movimentações eleitorais nos próximos meses.

O levantamento, registrado sob o protocolo MA-09910/2026, ouviu 2.667 eleitores entre os dias 18 e 26 de maio, com 95% de confiança estatística.

Crescimento e estratégias de campanha

Os números sugerem que a disputa estadual permanece em fase de consolidação política. Orleans Brandão tem ampliado sua presença em agendas pelo interior do Maranhão e busca fortalecer alianças regionais e apoio em São Luís, movimento que coincide com sua manutenção em patamar competitivo.

Eduardo Braide, por sua vez, mantém força eleitoral e forte reconhecimento de nome, especialmente por sua trajetória política consolidada e pelo desempenho eleitoral em pleitos anteriores. O cenário demonstra um embate de alta competitividade entre dois projetos políticos que disputam espaço em diferentes regiões do estado.

Já Lahesio Bonfim aparece consolidado em uma terceira posição, enquanto Felipe Camarão ainda busca ampliar alcance eleitoral e consolidar apoios políticos para crescer na disputa.

Na comparação com levantamento anterior do mesmo instituto, Orleans mantém estabilidade em patamar elevado. Na pesquisa passada, o emedebista tinha 41,27%, enquanto Braide aparecia com 38,60%.

Corrida pelo Senado começa a se desenhar

Na disputa pelo Senado Federal, a pesquisa aponta Roseana Sarney na liderança, com 23,25% das intenções de voto, seguida pelo senador Weverton Rocha (PDT), com 13,80%.

Na sequência aparecem:

Duarte Júnior – 12,75%

André Fufuca – 10,65%

Roberto Rocha – 9,49%

Eliziane Gama – 6,04%

Pedro Lucas – 3,11%

Dr. Hilton Gonçalo – 2,32%

Simplício Araújo – 0,67%

Antônia Coriongo – 0,15%

Um total de 8,81% dos entrevistados não soube responder.

Análise de cenário político

A fotografia eleitoral apresentada pelo levantamento indica um Maranhão politicamente dividido entre grupos com forte capacidade de mobilização. O empate técnico entre Orleans Brandão e Eduardo Braide reforça que a disputa pelo governo permanece aberta e deve ser influenciada pela formação de alianças, desempenho das pré-campanhas e capacidade de ampliar presença no interior e nos grandes centros urbanos.

Outro dado relevante é o índice de indecisos no cenário espontâneo, mostrando que uma parcela significativa do eleitorado ainda não cristalizou posição política para 2026.

Na corrida pelo Senado, a presença de nomes tradicionais e lideranças já consolidadas aponta para uma disputa pulverizada, com possibilidade de reconfigurações conforme o calendário eleitoral avança.

Faltando alguns meses até a eleição, o cenário ainda está em construção, mas os números começam a desenhar os polos de força que devem marcar a disputa maranhense de 2026.