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quarta-feira, 6 de maio de 2026

ROSÁRIO EM OBRAS: Jonas Magno imprime ritmo de reconstrução, muda a paisagem urbana e consolida nova força política no município

 

Rosário vive um novo momento administrativo e estrutural. Sob o comando do prefeito Jonas Magno (PDT), o município da região do Munim se transformou, em pouco mais de um ano, em um verdadeiro canteiro de obras, com frentes de serviços espalhadas tanto na sede quanto na zona rural. A marca da gestão atual “Reconstruir para Avançar” deixou de ser apenas um slogan político para se tornar uma realidade visível no cotidiano da população.

Eleito em 2024 com 13.165 votos, o equivalente a 50,52% dos votos válidos, Jonas Magno derrotou o então prefeito e candidato à reeleição Calvet Filho, assumindo uma cidade marcada por graves problemas de infraestrutura, prédios públicos deteriorados, ruas intrafegáveis, estradas vicinais abandonadas e equipamentos essenciais sucateados.

Engenheiro civil por formação, o jovem gestor e empresário utilizou seu conhecimento técnico como diferencial para acelerar intervenções pontuais e estruturantes nas áreas consideradas mais sensíveis da administração pública: infraestrutura viária, educação e saúde.

Hoje, Rosário apresenta uma ampla exposição de destruição: recuperação de ruas e avenidas, pavimentação asfáltica e em bloqueios, drenagens profundas, calçamentos, revitalização de estradas vicinais, reforma e ampliação de escolas, além da modernização e construção de unidades básicas de saúde.

As obras, além de mudarem a estética urbana, impactam diretamente na mobilidade, no acesso aos serviços públicos e na autoestima da população.

“Recebemos uma cidade destruída, mas decidimos reconstruí-la com planejamento”, afirma Jonas Magno

Em entrevista à nossa reportagem, o prefeito destacou que o município teve um cenário de abandono administrativo e físico quando assumiu a gestão.

"Rosário foi ferido. Descobri escolas deterioradas, postos de saúde sem condições de funcionamento, ruas destruídas e estradas vicinais praticamente intrafegáveis. Era um retrato do abandono. Mas nós assumimos com a revelação de que era reconstruir a cidade e devolver dignidade ao nosso povo. Cada obra iniciada é um símbolo de respeito com a população possível e de compromisso com o futuro", afirmou Jonas Magno.

O prefeito acrescentou que a sua gestão trabalha com foco em planejamento e resultados concretos.

"Não estamos fazendo maquiagem administrativa. Estamos fazendo intervenção de verdade, estruturante, pensando nos próximos 10, 20 anos. Rosário precisa sair do atraso histórico e entrar definitivamente no mapa do desenvolvimento regional", completou.

Weverton Rocha vê Rosário como exemplo de gestão municipal no Maranhão

Aliado político de primeira hora do senador Weverton Rocha (PDT), Jonas Magno foi encontrado respaldo em Brasília para ampliar a capacidade de investimentos do município.

Segundo Weverton, a gestão rosariense se tornou uma referência de aplicação correta dos recursos públicos.

"Jonas representa uma nova geração de gestores do Maranhão: técnicos, comprometidos e com sensibilidade social. Rosário voltou a ter esperança porque hoje existe comando, planejamento e responsabilidade. Tenho sido desse parceiro administração porque vejo seriedade e vejo resultados chegando para quem mais precisa", declarou o senador.

 Weverton também destacou que a cidade poderá receber novos investimentos federais nos próximos meses.

"Nosso compromisso é continuar ajudando Rosário a avançar. A conclusão que está acontecendo hoje é apenas o começo de um ciclo de desenvolvimento muito maior", pontuou.

Moradores reconhecendo as mudanças na cidade e no campo

O sentimento de transformação já é percebido por quem vive diariamente a realidade do município.

A moradora do bairro Cidade Nova, a dona de casa Maria do Socorro Ferreira, de 54 anos, afirma que a diferença é visível.

"Antes era só poeira no verão e lama no inverno. A gente sofria demais para sair de casa. Hoje a rua está sendo arrumada, tem transporte, tem bloqueado. Melhorou demais. A cidade está com outra cara", relatou.

Na zona rural, o produtor Raimundo Nonato Costa, da comunidade Boa Vista, ressalta a recuperação das estradas vicinais.

"A estrada daqui fazia vergonha. Carro atolava, ambulância não entrava, transporte escolar tinha dificuldades. Agora com a recuperação ficou muito melhor. A produção sai, a gente consegue se deslocar. A zona rural estava esquecida e agora está sendo vista", disse.

Já a professora Eliane Mendes, da comunidade São Simão, destaca os investimentos na educação.

"As escolas eram muito precárias. Hoje já vemos reforma, ampliação e melhorias na estrutura. Isso muda o ambiente para os alunos e para os profissionais", afirmou.

Análise política: Jonas Magno transforma obras em capital administrativo e amplia musculatura para 2026 e 2028

Mais do que apenas um conjunto de obras, a entrega atual em Rosário tem um significado político profundo.

Jonas Magno compreende uma máxima da gestão pública municipal: obra visível gera percepção imediata de governo presente. Nas cidades médias do interior maranhense, onde a população convive historicamente com abandono estrutural, intervenções em ruas, escolas, postos de saúde e estradas produzem forte impacto popular e ajudam a consolidar rapidamente a imagem de um prefeito trabalhador.

O cenário é ainda mais estratégico porque Jonas substituiu após a derrota de um grupo político desgastado e, desde então, vem construindo uma narrativa de “reconstrução” um discurso poderoso porque contrapõe diretamente o presente de obras ao passado de abandono.

Politicamente, isso é colocado em posição confortável por três razões:

1. Consolida liderança local

Ao ações concretas logo no início entregar o mandato, Jonas reduz o espaço de contestação da oposição e passa a monopolizar a agenda positiva da cidade.

2. Fortaleza do PDT na região do Munim

Como aliado de Weverton Rocha, Jonas passa a ser peça importante na engrenagem pedetista para 2026, funcionando como vitrine de gestão e base estratégica eleitoral.

3. Cria lastro para longevidade política

Se mantiver o ritmo administrativo, Jonas Magno pode não apenas pavimentar uma reeleição sólida em 2028, mas também se projetar como liderança regional de maior alcance no futuro.

Em resumo: Rosário vive hoje uma descoberta física, mas também presencia a construção de um novo arranjo político, no qual Jonas Magno deixa de ser apenas uma aposta eleitoral de 2024 para se transformar em uma das jovens lideranças municipais em ascensão no Maranhão.

Impacto social: quando a obra pública devolve dignidade

As instruções em andamento possuem um efeito que vai além do concreto e do asfalto.

Ruas pavimentadas significam menos doenças respiratórias causadas por poeira e menos isolamento em períodos chuvosos; estradas vicinais recuperadas garantem escoamento da produção agrícola e transporte escolar seguro; escolas reformadas melhoram o ambiente de aprendizagem; unidades de saúde revitalizadas representam atendimento mais humanizado.

Na prática, a gestão Jonas Magno começa a reposicionar Rosário em um patamar de desenvolvimento que a cidade não experimentava há anos.

A população percebe. O comércio reage. A autoestima cresce.

E na política, quando a população sente a mudança no dia a dia, o discurso institucional ganha substituições.

Rosário, hoje, não vive apenas um tempo de obras.

Vive, sobretudo, um ritmo de retomada.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Dança das cadeiras: Em uma só canetada, Justiça Eleitoral cassa o mandato do prefeito de Estreito, Léo Cunha, e de sua vice Irenilde Ribeiro por abuso de poder

A Justiça Eleitoral da 82ª Zona de Estreito (MA) determinou a cassação dos diplomas do prefeito Léo Cunha (Leoarren Túlio de Sousa Cunha) e da vice-prefeita Irenilde Ribeiro da Silva por abuso de poder político econômico e nas eleições municipais de 2024.

A decisão, assinada pelo juiz eleitoral Bruno Nayro de Andrade Miranda, julgou parcialmente procedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), apontando que houve comprometimento da igualdade de oportunidades entre os candidatos e da legitimidade do pleito. Houve episódios de entrega de ambulância, distribuição de brindes (camisas e pulseiras) e do comércio em dados proibidos.

De acordo com a sentença, ficou comprovado a prática de abuso de poder político e econômico por parte dos investigados, o que levou à cassação dos diplomas e, consequentemente, dos registros de candidatura de ambos.

Além disso, o magistrado declarou a inelegibilidade do prefeito Léo Cunha por um período de oito anos, contados a partir das eleições de 2024. Já a vice-prefeita não foi considerada inelegível, decisão fundamentada na ausência de elementos suficientes que justificassem a aplicação da mesma ocasião.

A sentença também determinou que o Ministério Público Eleitoral seja comunicado para avaliar a possível ocorrência de atos de improbidade administrativa ou crimes relacionados aos fatos apurados.

Apesar da cassação, a realização de novas eleições no município de Estreito dependerá de decisão definitiva da Justiça Eleitoral em instância superior, caso a sentença seja mantida após recursos eventuais.

O prazo para interposição de recurso é de três dias.

A decisão reforça o entendimento da Justiça Eleitoral quanto à gravidade das práticas que podem interferir na lisura do processo eleitoral e na igualdade de disputa entre os candidatos.

MARÉ VIROU: Dinistas deixam Camarão à deriva, embarcam no projeto Braide e redesenham disputa pelo Palácio dos Leões

A pré-campanha ao Governo do Maranhão entrou definitivamente em uma nova fase neste fim de semana, marcada por um movimento político simbólico e de forte impacto nos bastidores: após a direção nacional do Partido dos Trabalhadores bater o martelo pela manutenção da pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão, importantes quadros do chamado grupo dinista começaram a abandonar, ainda que silenciosamente, as “águas camaronesas” para surfar nas já agitadas “ondas braidistas”.

O gesto mais eloquente dessa inflexão veio com a presença dos deputados estaduais Carlos Lula e Júlio Mendonça em agendas de pré-campanha de Eduardo Braide pelo interior maranhense fato que, na leitura dos observadores políticos, representa mais do que mera cortesia institucional: trata-se de um recado direto ao Palácio dos Leões e, sobretudo, ao núcleo petista que ainda tenta sustentar Felipe Camarão como nome competitivo para 2026.

Carlos Lula acompanhou Braide em compromisso político em São Domingos do Azeitão, no sul do estado, nas festividades do “Azeitão Folia” juntamente com o prefeito Lorival Leandro dos Santos Júnior o Junior do Posto do PP.

 Em uma outra agenda, Júlio Mendonça esteve ao lado do ex - prefeito da capital em Matinha, na Baixada Maranhense, vizinha de sua cidade Viana, na festa de aniversário do aliado político de Mendonça quem ele o chamou de “o próximo prefeito de Matinha”, trata – se do ex vereador da cidade Florismar Bastos e que é pretenso candidato a prefeito nas eleições municipais de 2028, uma festa popular embalada pelo reggae maranhense ao som do “Leão Indomável”, a radiola Irie FM Vip Lion o evento assumiu ares de espetáculo político. Entre música, aplausos e uma população convocada para um momento de descontração regado reggae, churrasco e cerveja, consolidou-se aquilo que adversários passaram a chamar de o ato do “pão e circo”: uma estratégia de Braide de misturar entretenimento, forte presença popular e discurso político para sedimentar sua imagem no interior.

Vale ressaltar que ao chegar na cidade, o pré-candidato teve uma recepção comandada pela ex-prefeita da cidade a comunista Linielda Nunes Cunha, conhecida como Linielda de Eldo (PcdoB) e aliada de primeira hora do também comunista Marcio Jerry, deputado federal e tido como o porta voz do grupo “dinista” no estado. Em ambos os atos, o roteiro foi semelhante: grande mobilização popular, forte apelo regional e discursos cuidadosamente construídos para apresentar Braide como alternativa de “renovação administrativa”.


O abandono silencioso de Camarão

Até poucas semanas atrás, parte significativa dos deputados ligados ao ex-governador Flávio Dino defendia publicamente a construção da candidatura de Felipe Camarão como nome de continuidade do campo progressista. Camarão aparecia como ponte entre o “dinismo”, o “lulismo” e setores da esquerda institucional.

Contudo, a decisão do PT nacional de insistir no projeto próprio, sem conseguir até aqui transformar Camarão em uma candidatura de massa, produziu um efeito inverso: em vez de fortalecer, expôs a fragilidade do vice-governador dentro do próprio campo aliado.

Nos bastidores, a avaliação é dura: Felipe Camarão tem partido, tem discurso e tem padrinhos, mas ainda não conseguiu provar musculatura eleitoral fora da bolha governista. Sua pré-campanha continua excessivamente dependente de Brasília e da tutela do presidente Lula, enquanto no Maranhão a militância política começa a fazer contas pragmáticas sobre viabilidade e sobrevivência.

É justamente nesse ponto que Eduardo Braide passa a ser visto como porto seguro por setores antes identificados com Dino.

Braide vira o novo ponto de convergência

Líder nas pesquisas espontâneas e dono de uma gestão bem avaliada em São Luís, Eduardo Braide conseguiu o que parecia improvável até o ano passado: transformar-se em eixo de convergência de políticos de matizes ideológicos distintos.

Sua estratégia tem sido simples e eficiente ocupar o interior, municipalizar o debate e oferecer palanque aos insatisfeitos sem exigir, por enquanto, fidelidade partidária formal.

Ao receber Carlos Lula e Júlio Mendonça em suas agendas, Braide manda dois sinais importantes:

ao eleitorado, demonstra que sua pré-campanha deixou de ser um projeto isolado da capital e ganhou capilaridade estadual;

à classe política, mostra que já existe migração em curso dentro da base dinista, especialmente entre aqueles que não enxergam em Camarão capacidade real de enfrentamento em 2026.

Na política, símbolos importam e a imagem de deputados historicamente vinculados ao dinismo dividindo palanque, sorriso e discurso com Braide fala mais do que qualquer nota oficial.

Dinismo rachado e sem rumo único

O episódio também escancara uma realidade até então tratada com cautela: o grupo político construído por Flávio Dino já não opera mais em unidade automática.

Com Dino em Brasília e afastado da articulação cotidiana maranhense, suas antigas trincheiras começam a agir por instinto de preservação. Sem uma liderança local que centralize decisões e sem certeza sobre a viabilidade de Felipe Camarão, deputados, prefeitos e lideranças regionais passam a testar novas rotas.

Há hoje, claramente, três movimentos dentro do dinismo:

os que ainda defendem fidelidade integral a Camarão;

os que aguardam o desenrolar das pesquisas antes de tomar posição;

e os que já iniciaram a travessia para Braide.

Carlos Lula e Júlio Mendonça, ao que tudo indica, decidiram não esperar a maré baixar.

Cenário: Camarão isolado, Brandão observando e Braide avançando, enquanto Felipe Camarão tenta vender a narrativa de candidato natural da esquerda, Eduardo Braide cresce como opção competitiva de centro, atraindo inclusive quadros progressistas descontentes.

No meio desse tabuleiro, o governador Carlos Brandão observa atentamente e assiste ao enfraquecimento da pré-candidatura petista e à erosão do dinismo sem precisar mover muitas peças, é recorrente nos bastidores que o próximo a engrossar o caldo de Braide e deixar o camarão ser levado pela maré é Othelino, aquele que não aparta, que já se organiza com os prefeitos ligados a ele um evento no final do mês de Maio com declaração de apoio a Braide.

A maré política mudou

O fim de semana mostrou que a política maranhense entrou em período de maré alta e correnteza forte.

Felipe Camarão, que imaginava navegar com o impulso do PT nacional, vê agora sua embarcação enfrentar deserções antes mesmo da largada oficial.

Eduardo Braide, por sua vez, aproveita o vácuo, amplia sua frotilha e vai transformando agendas populares em demonstrações de força.

No Maranhão, a pergunta já não é mais se Braide será candidato competitivo, a pergunta que ecoa entre prefeitos, deputados e lideranças é outra:

quantos ainda permanecerão no barco de Camarão até as convenções?

 

Política: Litoral maranhense se une em apoio a Cláudio Cunha em grande encontro político

 

O último sábado (2) marcou um importante movimento político no litoral maranhense. Em um encontro que reuniu lideranças de diversos municípios da região, o deputado estadual Cláudio Cunha recebeu declarações públicas de apoio que reforçam sua atuação e articulação política.

Estiveram presentes os prefeitos Márcio Hominho (Bacuri), Jadeco (Apicum-Açu), Magno Cartagenes (Guimarães) e Val Cunha (Serrano do Maranhão), demonstrando alinhamento e união em torno do nome do parlamentar.

O evento também contou com a participação do vereador Beto, de Mirinzal, além dos vereadores Daniel, Louzeiro, Pinto, Zito e Mel, e diversas lideranças políticas de Cururupu, ampliando ainda mais a representatividade do encontro.

A mobilização evidencia o fortalecimento de alianças no litoral e sinaliza um cenário de coesão política entre diferentes lideranças da região. O apoio coletivo reforça o espaço de Cláudio Cunha no cenário estadual, destacando sua presença ativa e o compromisso com pautas voltadas ao desenvolvimento do Maranhão.





quinta-feira, 30 de abril de 2026

ALCÂNTARA CELEBRA FÉ, HISTÓRIA E MULTIDÃO: Heitor Costa e Manin Vaqueiro são confirmados no Festejo do Divino Espírito Santo 2026

Prefeitura confirma grandes atrações musicais para uma das manifestações religiosas e culturais mais antigas do Maranhão; tradição secular impulsiona turismo, economia e reafirma identidade do povo alcantarense.

A cidade histórica de Alcântara já começa a viver o clima de uma de suas maiores celebrações populares. Nesta quinta-feira (30), a Prefeitura Municipal de Alcântara, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, confirmou oficialmente os cantores Heitor Costa e Manin Vaqueiro como as principais atrações musicais do Festejo do Divino Espírito Santo 2026, evento que atravessa gerações e se mantém como um dos mais importantes patrimônios culturais e religiosos do Maranhão e ocorrerá no período de 13 a 25 de Maio.


Misturando religiosidade, devoção popular, cortejos, ladainhas, tambores, manifestações afro-lusitanas e grandes shows, o festejo transforma Alcântara em um verdadeiro palco da cultura maranhense e atrai todos os anos milhares de visitantes de várias regiões do Brasil.

A confirmação dos artistas, ambos com forte apelo popular e enorme presença nas plataformas digitais e nos palcos nordestinos, reforça a estratégia da gestão municipal de unir preservação da tradição com movimentação econômica e turística, fazendo do festejo não apenas um ato de fé, mas também um grande vetor de desenvolvimento local.


UMA FESTA QUE NASCEU COM A PRÓPRIA HISTÓRIA DE ALCÂNTARA

O Festejo do Divino Espírito Santo em Alcântara possui raízes profundas que remontam ao período colonial, ainda no século XVIII, quando a cidade era um dos mais importantes centros políticos e econômicos da então Capitania do Maranhão.

Trazida pelos colonizadores portugueses, a devoção ao Divino Espírito Santo encontrou em Alcântara um ambiente singular de ressignificação. Ao longo dos séculos, a festa foi incorporando elementos da cultura afrodescendente, das tradições populares locais e da religiosidade comunitária, formando um ritual único que hoje é reconhecido como uma das expressões mais autênticas do sincretismo cultural brasileiro.

 A programação tradicional inclui:

levantamento do mastro;

cortejos imperiais;

distribuição de esmolas do Divino;

ladainhas e missas solenes;

apresentação das caixeiras do Divino;

visita do Império às casas históricas;

e a participação simbólica de crianças e jovens que representam a corte do Divino.

Mais do que uma festa religiosa, o evento funciona como um reencontro da memória coletiva de Alcântara.

Cada rua de pedra, cada casarão colonial e cada canto das caixeiras ajudam a manter viva uma herança transmitida de pais para filhos há centenas de anos.

CULTURA, TURISMO E ECONOMIA EM MOVIMENTO

Com a chegada de visitantes, pesquisadores, turistas religiosos, admiradores da cultura popular e maranhenses que retornam ao município para rever familiares, Alcântara experimenta durante o festejo um aquecimento significativo em diversos setores:

hotéis e pousadas lotados;

aumento no fluxo de restaurantes e bares;

crescimento das vendas no comércio informal;

fortalecimento do artesanato local;

geração de renda para barqueiros, guias turísticos e trabalhadores temporários.

A Secretaria Municipal de Cultura estima que o evento de 2026 deverá registrar um dos maiores públicos dos últimos anos, principalmente após o anúncio das atrações nacionais.

PREFEITO DESTACA UNIÃO ENTRE TRADIÇÃO E MODERNIDADE

Em entrevista à reportagem do Diario News.Blog, o prefeito Nivaldo Araujo destacou que a gestão trabalha para garantir uma festa grandiosa sem perder a essência histórica da celebração.

“O Festejo do Divino Espírito Santo é a alma cultural de Alcântara. Não estamos falando apenas de entretenimento, mas de um patrimônio imaterial que representa nossa fé, nossa ancestralidade e nossa identidade enquanto povo. A confirmação de Heitor Costa e Manin Vaqueiro mostra que é possível valorizar a tradição e, ao mesmo tempo, oferecer uma programação moderna que atraia turistas, movimente a economia e fortaleça o nome de Alcântara no cenário estadual e nacional”, afirmou o prefeito.

SECRETÁRIO DE CULTURA FALA EM PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO

O secretário municipal de Cultura e Turismo Gedson Coelho ressaltou que a festa vem sendo pensada como uma vitrine da riqueza histórica do município.

“Alcântara possui um dos festejos mais belos e simbólicos do Brasil. Cada ritual, cada toque das caixeiras, cada gesto do Império carrega séculos de história. Nosso compromisso é preservar essa tradição secular, mas também potencializar sua capacidade de gerar turismo cultural. Quando anunciamos artistas populares, estamos ampliando o alcance da festa sem descaracterizar seu núcleo religioso e patrimonial”, declarou o secretário.

PARA O MORADOR, A FESTA É SENTIMENTO DE PERTENCIMENTO

Morador do centro histórico há mais de 50 anos, o aposentado José Ribamar Silva resume o sentimento de quem cresceu vendo o Divino passar pelas ruas de Alcântara.

“Essa festa não é só um evento, é uma emoção que a gente sente desde criança. Quando as caixeiras começam a tocar e o Império sai pelas ruas, parece que Alcântara revive. É quando a cidade enche de gente, de fé, de alegria e de saudade. Agora com esses shows, vai ficar ainda maior, mas o mais bonito é ver que nossa tradição continua viva”, relatou.

SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DESTACA IMPACTO ECONÔMICO

O secretário municipal de Administração e Finanças enfatizou que a realização de um evento dessa magnitude é resultado de planejamento e de visão estratégica sobre os benefícios financeiros gerados para a cidade.

“A gestão municipal entende o Festejo do Divino não apenas como investimento cultural, mas como investimento econômico. Cada visitante que chega a Alcântara movimenta a rede hoteleira, os restaurantes, os barqueiros, os vendedores ambulantes e o pequeno comércio. Há uma circulação de renda muito forte. Por isso, estamos trabalhando com responsabilidade administrativa para garantir uma festa organizada, segura e financeiramente sustentável, porque sabemos que o retorno para o município é extremamente positivo”, pontuou o secretário de Administração e Finanças.

HEITOR COSTA E MANIN VAQUEIRO DEVEM LEVAR MULTIDÃO À PRAÇA

Com repertórios que dominam festas populares e vaquejadas em todo o Nordeste, Heitor Costa e Manin Vaqueiro devem comandar noites de grande público durante a programação profana do evento, ampliando a presença de jovens e turistas no município.

A expectativa é que o anúncio oficial das datas dos shows e da programação completa seja divulgado nas próximas semanas.

ANÁLISE: ALCÂNTARA APOSTA NO DIVINO COMO MARCA DE GOVERNO E PROJEÇÃO TURÍSTICA

O anúncio das atrações revela também uma leitura política importante da atual gestão: transformar o Festejo do Divino em uma grande vitrine administrativa.

Ao investir em nomes de peso e ao mesmo tempo fortalecer o discurso de preservação cultural, a prefeitura cria três movimentos simultâneos:

agrada a população local, que espera uma festa grandiosa;

estimula a economia do município, especialmente comércio e turismo;

projeta Alcântara para além do Maranhão, usando a festa como instrumento de visibilidade institucional.

Num momento em que cidades históricas disputam espaço no mapa do turismo cultural nordestino, Alcântara utiliza seu maior patrimônio simbólico o Divino Espírito Santo   como elemento de reposicionamento.

Mais do que anunciar shows, a prefeitura sinaliza que quer fazer do festejo um dos maiores eventos culturais do Maranhão em 2026.

E, ao que tudo indica, a cidade das ruínas, da fé e da memória já começou a contar os dias para receber mais uma vez o Divino agora embalado também pelo som de dois fenômenos populares.

 

BABILÔNIA EM CHAMAS: Centrão comandado por Alcolumbre impõe nova derrota a Lula, derruba veto do Planalto e abre caminho para redução de penas do 8 de Janeiro

Em sessão explosiva do Congresso, o governo auxilia impotente ao avanço de uma maioria suprapartidária que desafia o Palácio do Planalto, fortalece a pauta da anistia e expõe a fragilidade inédita da articulação política lulista.

Brasília viveu nesta quinta-feira(30) um dos capítulos mais simbólicos da destruição de poder do governo Luiz Inácio Lula da Silva dentro do Congresso Nacional. Sob o comando do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com apoio decisivo de lideranças da Câmara alinhadas ao Centrão, parlamentares im postos ao Palácio do Planalto mais uma derrota contundente: a derrubada do veto presidencial que barrava dispositivos capazes de flexibilizar e reduzir punições impostas a investigados e condenadas pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.

A decisão, articulada nos bastidores há semanas, representa muito mais do que uma revisão legislativa. Trata-se de um gesto político de enfrentamento aberto ao governo e, sobretudo, de uma demonstração inequívoca de que o Congresso passou a operar em lógica própria, sem qualquer constrangimento em contrariar a vontade do Executivo em temas sensíveis de natureza institucional.

A sessão foi marcada por forte mobilização do bloco conservador, adesão silenciosa de partidos da base e participação ativa de senadores e deputados ligados à tese de “pacificação nacional”, argumento usado para explicar a necessidade de revisão das punições aplicadas aos envolvidos na depredação das sedes dos Três Poderes.

Nos corredores do Congresso, o clima foi descrito pelos aliados do Planalto como de “insurreição branca”.

Os condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023 poderão ser beneficiados com redução de penas e flexibilidade na progressão da pena a possibilidade de transferência gradual do regime fechado para o aberto. É o que decidiu nesta quinta-feira (30) o Congresso Nacional ao romper parcialmente o veto da Presidência da República (VET 3/2026) ao chamado PL da Dosimetria (PL 2.162/2023), do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). O texto será promulgado.

Foram 49 senadores e 318 deputados projetados à derrubada, o que fará com que o texto vetado pelo presidente Lula passe a ser lei. Para derrubar um veto presidencial são necessários os votos contrários da maioria absoluta de ambas as Casas, isto é, de 257 deputados e 41 senadores.

A votação começou pela Câmara. O cartaz foi 318 (não) contra 144 (sim), com 5 abstenções. Na sequência, foi a vez dos senadores: 49 votaram "não" (pela derrubada), 24 votaram "sim" (pela manutenção do veto).

Os parlamentares analisaram apenas parte do veto, pois revelaram-se que a transformação em lei do PL da Dosimetria na íntegra poderia anular parte da Lei Antifacção (Lei 15.358/2026), sancionada em março.

Durante a sessão, senadores e deputados discutiram principalmente as condenações feitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o pedido do novo texto com a Lei Antifacção que apoiava a progressão da pena em crimes hediondos e violentos. Apesar do foco dos parlamentares no debate sobre os atos de 8 de janeiro, uma nova norma, em tese, poderá beneficiar futuros infratores.

Redução de pena

Quando os crimes de golpe de Estado são praticados "em contexto de multidão", por texto, o juiz reduzirá a pena entre um terço e dois terços. O mesmo vale para o crime de “abolição violenta do Estado democrático”. Em ambos os casos, o infrator não pode ter financiamento ou exercer papel de liderança.

O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou que o STF julgou os envolvidos nos atos para “garantir as denúncias”, chamado de excesso por ele.

Pessoas receberam pena de 14 a 16 anos por estarem no dia 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes. Ninguém concorda com invasão de prédio público, mas também não pode haver uma notícia dessas pessoas que não quebraram um copo d'água.

Transição para

Quem cometer crimes contra o Estado democrático de direito poderá ter progressão após cumprir um sexto da pena, se houver bom comportamento.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o relator do PL da Dosimetria no Senado, senador Esperidião Amin (PP-SC), defenderam a aprovação e afirmaram que o texto é o primeiro passo e que seguirão batalhando pela anistia geral.

Esse é o primeiro passo necessário e muito aguardado pelos mais aflitos. Nós queremos obrigatoriamente uma caminhada. A próxima etapa é a anistia. E depois a revisão do inquérito de 8 de janeiro afirmou Amin.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) avaliou que diversos presos do 8 de janeiro já terão habilitação para deixar a prisão.

A norma vai fazer com que muitas famílias possam voltar para casa e reconstruir suas vidas. A solução ideal seria a anistia, mas não deu para aprovar.

São 413 pessoas presas preventivamente e 111 presas definitivamente no regime fechado, segundo relatório de abril do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro. O regime fechado representa a grande maioria dessas prisões.

Soma das penas

O texto proíbe o soma das penas nos crimes contra as instituições democráticas previstas no Código Penal. Para ser beneficiado, o infrator deve ter os crimes no mesmo contexto. Assim, quem tenta abolir o Estado democrático de direito e, ao mesmo tempo, tenta depor que o governo receba apenas uma pena mais elevada, com um aumento proporcional.

Atualmente, o juiz pode somar penas de diferentes crimes cometidos por meio de uma única ação, caso praticado com essa intenção. Também é possível somar penas de crimes cometidos mediante mais de uma ação. Foi o que os ministros do STF fizeram com os condenados pelos atos de 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As novas regras em benefício do réu valem inclusive para aqueles que já foram condenados definitivamente pela Justiça.

Anistia

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que os condenados de 8 de janeiro “foram à praça pública mostrar descontentamento”, mas “que descambou para a depredação”. Para o líder da oposição no Senado, a anistia na ditadura militar já beneficiou aqueles que hoje são contra o PL da Dosimetria.

Foram beneficiados por assalto a banco, por sequestro, por pegar em armas contra o governo daquela ocasião… E assacaram a dosimetria e anistia para idosos e mulheres.

Já o líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), descobriu que os atos de 8 de janeiro representaram uma “acumulação de um processo golpista”. O senador classificou de “triste tradição” uma tentativa de anistiar “quem atenta contra a democracia”.

A nossa democracia está sendo julgada na apreciação desse veto. O que aconteceu, presidente, no dia 8 de janeiro, aqui, não foi um passeio no parque, foi o culminar de um processo golpista. O que querem não é beneficiário daqueles que atentaram contra o Estado democrático de direito, utilizados como boi de piranha no 8 de janeiro. Querem, na prática, caminhar para uma anistiadisse. 

Remição

Pessoas em prisão domiciliar poderão utilizar o trabalho como forma de reduzir a pena a ser cumprida  a chamada remição. Atualmente, apenas o estudo pode remir a pena na modalidade domiciliar, segunda publicação de 2023 da Defensoria Pública do Distrito Federal sobre execução penal. O texto altera a Lei de Execuções Penais e o Código Penal.

Trecho retirado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retirou uma votação trechos que facilitariam a liberdade de condenados por crimes hediondos, comando de milícias e feminicidas e que contradiziam a Lei Antifacção, que, desde março, passou a exigência que condenados nesses crimes passem mais tempo em regimes mais severos antes de migrar para os mais brandos. Já o PL da Dosimetria é um projeto mais antigo e repetia os percentuais anteriores. Para comando de facções criminosas, por exemplo, o cumprimento mínimo seria de 50% no regime mais rigoroso, em vez dos atuais 75%.

Para Alcolumbre, os parlamentares não desejavam flexibilizar a progressão da pena.

Este cenário representaria uma invalidação da recente manifestação de vontade do Congresso, bem como significaria um passo atrás nas ações de combate à criminalidade, em especial ao feminicídio e ao crime organizado.

Deputados governantes, que defenderam a manutenção do veto, pediram que o texto fosse parcialmente incluído, ou que fosse recusado por Davi.

 

 


Informações  Fonte: Agência Senado












quarta-feira, 29 de abril de 2026

URGENTE: Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e impõe a Lula sua mais dura derrota política no terceiro mandato

Em uma votação histórica e carregada de simbolismo institucional, o Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira a indicação do advogado geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), impondo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a mais severa derrota política desde o início de seu terceiro mandato.

A recusa do nome, considerado uma escolha pessoal e estratégica do Palácio do Planalto, representa muito mais do que a simples rejeição de um indicado: expõe fragilidades profundas na base governista, evidencia o desgaste da articulação política de Lula junto ao Congresso e abre uma nova fase de tensão entre Executivo, Senado e Judiciário.

Messias precisava de maioria absoluta para ser aprovado, mas encontrou resistência crescente nos bastidores, especialmente entre senadores do Centrão, da oposição e até mesmo em setores independentes que passaram a enxergar a indicação como excessivamente ideológica e ligada demais ao núcleo duro petista.

A derrota foi recebida em Brasília como um terremoto político, afinal, o planalto sofreu humilhação institucional inédita

A indicação de um ministro ao STF sempre foi tratada por presidentes da República como uma das decisões de maior peso e prestígio político do mandato. A aprovação pelo Senado, geralmente, funciona como rito institucional quase protocolar ainda que cercado de sabatinas e questionamentos.

A rejeição, portanto, tem dimensão de humilhação pública, nos corredores do Congresso, líderes classificaram o resultado como um “recado direto” ao presidente Lula, segundo interlocutores do Senado, a votação refletiu três fatores centrais; insatisfação com a condução política do governo, reclamações sobre liberação de emendas e espaços administrativos e resistência à tentativa de ampliar a influência ideológica do PT no Supremo.

Senadores afirmam reservadamente que o Planalto subestimou o nível de insubordinação parlamentar.

“O governo acreditou que bastava a força simbólica do cargo para aprovar. Descobriu que o Senado quer ser protagonista e cobrar a conta”, disse um líder partidário.

Derrota desmonta narrativa de governabilidade de Lula, desde o início do terceiro mandato, Lula vinha sustentando o discurso de que, apesar de um Congresso conservador, sua experiência política seria suficiente para garantir governabilidade e vitórias estratégicas.

A rejeição de Jorge Messias implode essa narrativa, não se trata apenas de uma derrota numérica, trata-se da demonstração prática de que Lula perdeu capacidade de impor sua vontade mesmo em temas considerados prioritários e personalíssimos.

A escolha de Messias era vista dentro do PT como fortalecimento do campo jurídico lulista, aproximação entre Supremo e governo e consolidação de uma maioria mais simpática ao Planalto em julgamentos futuros, com o fracasso, Lula sai menor politicamente.

Analistas em Brasília avaliam que o presidente agora entra em um ciclo delicado:

1. Dependência ainda maior do Centrão

Para reconstruir pontes, Lula terá de ampliar concessões, cargos, verbas e espaço político.

2. Enfraquecimento da autoridade presidencial

Parlamentares passam a entender que o governo pode ser derrotado inclusive em pautas de alto valor simbólico.

3. Crescimento da chantagem institucional

Cada nova votação sensível tende a custar mais caro ao Palácio do Planalto, Centrão mostra força e assume controle do tabuleiro

A votação também consolidou uma nova realidade em Brasília: quem dita o ritmo da governabilidade não é mais o Planalto, mas o Senado e o Centrão ampliado.

A derrota de Messias foi construída silenciosamente por grupos que, embora integrem formalmente a base, têm elevado o preço do apoio em cada deliberação, na prática, o Senado mostrou que nenhum gesto institucional do presidente será automático daqui para frente.

A Casa Alta se reposiciona como poder moderador de fato, especialmente em temas ligados ao STF, ao Judiciário e à relação entre os Poderes.

O recado é cristalino, Lula governa, mas não controla e posição ganha discurso para 2026, a rejeição da indicação cai como combustível para a oposição bolsonarista e para setores da direita liberal, que imediatamente passaram a explorar a narrativa de “fim da hegemonia lulista em Brasília”.

Parlamentares oposicionistas classificaram a derrota como: “A prova de que o Senado não aceita aparelhamento ideológico da Suprema Corte”.

Nos bastidores eleitorais, a leitura é que o episódio enfraquece a imagem de invencibilidade política de Lula e antecipa um ambiente de maior confrontação rumo às eleições de 2026.

Lideranças conservadoras avaliam que o presidente sai mais vulnerável, mais dependente, e mais pressionado por resultados econômicos.

Sem a autoridade política intacta, Lula passa a enfrentar um Congresso mais ousado e uma oposição mais vocal.

Relação com o STF também entra em zona de ruído

Embora ministros da Suprema Corte evitem manifestações públicas, a derrota de Jorge Messias produz ruídos internos no ambiente institucional.

Messias era visto como nome de trânsito facilitado entre AGU, Palácio do Planalto e setores garantistas da Corte.

Sua rejeição gera um vácuo político e obriga Lula a recalcular completamente a próxima indicação, agora, qualquer novo nome precisará obedecer não apenas ao desejo presidencial, mas ao filtro rígido do Senado, ou seja; o Senado passa a influenciar diretamente quem poderá sentar na cadeira do Supremo, isso reduz drasticamente a margem de autonomia do presidente, Lula entra em seu momento mais delicado desde a posse, a derrota desta quarta-feira inaugura um novo estágio do governo Lula, mais instável no Congresso, mais refém de negociações, mais suscetível a derrotas públicas e com a autoridade política ferida.

Ministros admitem reservadamente que o episódio exigirá uma “operação de contenção de danos” imediata para evitar efeito cascata em votações futuras, a grande questão agora é; Lula conseguirá recompor liderança ou entrará em lenta erosão política dentro do próprio mandato? A resposta dependerá da capacidade do presidente de reconstruir base, conter o apetite do Centrão e impedir que a rejeição de Jorge Messias se transforme em símbolo permanente de fragilidade.

Por enquanto, o sentimento no Congresso é um só, o Senado mostrou que Lula não tem mais garantias automáticas de vitória nem mesmo quando o jogo envolve o Supremo Tribunal Federal.

ANÁLISE FINAL: O QUE ESSA DERROTA SIGNIFICA

A rejeição de Messias não é um fato isolado e sim uma;

demonstração de enfraquecimento do Planalto;

ascensão definitiva do Senado como contrapoder;

fortalecimento do Centrão como fiador do governo;

oxigenação da oposição;

e abalo na autoridade institucional de Lula.

Brasília entra hoje em um novo ciclo:

O da governabilidade por sobrevivência.