quarta-feira, 18 de março de 2026

Disputa pelo Governo do Maranhão: Braide estagna, Orleans cresce e cenário fica mais competitivo

O Instituto Quaest divulgou nesta quarta-feira, 18, pesquisa encomendada pela TV Mirante com intenção de votos para o governo estadual e para o Senado. Pelos números, há um empate entre os pré-candidatos Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) no cenário espontâneo. O levantamento foi realizado nos dias 12 a 16 de março ouvindo 900 eleitores em 49 municípios maranhenses. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95%. O registro da pesquisa tem protocolo MA 07211/2026.

Os números divulgados pelo instituto Quaest acendeu o alerta no cenário político do Maranhão. Enquanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, mantém-se estagnado na faixa dos 30% a 35% das intenções de voto, o pré-candidato Orleans Brandão apresenta crescimento consistente e já alcança 24%, encurtando a distância e tornando a disputa mais acirrada.

No cenário espontâneo (quando não é apresentado o nome do candidato ao entrevistado), tanto o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, quanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, alcançaram 15% das intenções de votos. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), é citado por 7% dos ouvidos e o vice-governador, Felipe Camarão (PT), 5%.


Os cenários estimulados mostram vantagem do prefeito da capital. No primeiro, Braide aparece com 35%, Orleans com 24%, Lahesio Bonfim com 11% e Camarão com 7%. Mas se a disputa não tiver Felipe Camarão os números são esses: Eduardo Braide com 37%, Orleans Brandão com 26% e Lahesio Bonfim com 13%.

Já no cenário sem Lahesio Bonfim, Braide alcança 39%, Orleans Brandão, 26% e Felipe Camarão, 9%. Se a disputa não tiver o prefeito de São Luís, o cenário fica com Orleans liderando com 31%, Lahesio com 19% e Camarão com 16%.

O levantamento indica uma mudança relevante no ritmo da pré-campanha. Braide, que por meses liderou com relativa folga, agora enfrenta dificuldades para ampliar sua base eleitoral. A estabilidade nos números, embora ainda o mantenha na liderança, passa a ser interpretada por analistas como um possível “teto” momentâneo, sobretudo diante da entrada mais efetiva de Orleans no debate estadual.

Por outro lado, Orleans Brandão surge como o nome em ascensão. O crescimento nas pesquisas sugere que sua pré-campanha começa a ganhar capilaridade, especialmente com o apoio de lideranças políticas e estrutura partidária no interior do estado. Esse movimento é estratégico: historicamente, eleições no Maranhão são fortemente influenciadas pelo desempenho fora da capital.

Análise política: estrutura versus recall

O cenário desenha um contraste clássico. Braide conta com alto nível de conhecimento popular, principalmente na Grande São Luís, fruto de sua atuação como prefeito da capital. No entanto, enfrenta o desafio de expandir sua presença no interior e consolidar alianças políticas mais robustas.

Já Orleans aposta em uma construção mais orgânica, apoiada por grupos políticos tradicionais e pela máquina de articulação no interior. Seu crescimento indica que essa estratégia começa a surtir efeito, principalmente entre eleitores que priorizam proximidade política e influência regional.

Outro fator que pesa é o tempo. A eleição ainda está distante, o que favorece candidatos em curva de crescimento como Orleans e pressiona aqueles que já aparecem consolidados, como Braide, a encontrar novas formas de avançar.

Cenário eleitoral: tendência de segundo turno

Com os números atuais, o cenário mais provável é de segundo turno. A estagnação de Braide e o avanço de Orleans reduzem a possibilidade de uma vitória em primeiro turno e abrem espaço para uma disputa mais polarizada.

Além disso, o comportamento dos demais pré-candidatos e possíveis alianças será decisivo. Caso Orleans continue crescendo e consiga atrair apoios estratégicos, pode não apenas encostar em Braide, mas até assumir a liderança em determinados cenários.

O que observar nos próximos meses

Os próximos movimentos serão cruciais:

A capacidade de Braide de romper a estagnação e crescer fora da capital;

A consolidação de Orleans como principal alternativa competitiva;

A formação de alianças políticas e o posicionamento de outros grupos;

O impacto do cenário nacional na eleição estadual.

A pesquisa Quaest, mais do que um retrato do momento, aponta para uma disputa aberta e em transformação onde liderança não garante vitória e crescimento pode ser o fator decisivo até 2026.

 

 

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