terça-feira, 5 de maio de 2026

Dança das cadeiras: Em uma só canetada, Justiça Eleitoral cassa o mandato do prefeito de Estreito, Léo Cunha, e de sua vice Irenilde Ribeiro por abuso de poder

A Justiça Eleitoral da 82ª Zona de Estreito (MA) determinou a cassação dos diplomas do prefeito Léo Cunha (Leoarren Túlio de Sousa Cunha) e da vice-prefeita Irenilde Ribeiro da Silva por abuso de poder político econômico e nas eleições municipais de 2024.

A decisão, assinada pelo juiz eleitoral Bruno Nayro de Andrade Miranda, julgou parcialmente procedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), apontando que houve comprometimento da igualdade de oportunidades entre os candidatos e da legitimidade do pleito. Houve episódios de entrega de ambulância, distribuição de brindes (camisas e pulseiras) e do comércio em dados proibidos.

De acordo com a sentença, ficou comprovado a prática de abuso de poder político e econômico por parte dos investigados, o que levou à cassação dos diplomas e, consequentemente, dos registros de candidatura de ambos.

Além disso, o magistrado declarou a inelegibilidade do prefeito Léo Cunha por um período de oito anos, contados a partir das eleições de 2024. Já a vice-prefeita não foi considerada inelegível, decisão fundamentada na ausência de elementos suficientes que justificassem a aplicação da mesma ocasião.

A sentença também determinou que o Ministério Público Eleitoral seja comunicado para avaliar a possível ocorrência de atos de improbidade administrativa ou crimes relacionados aos fatos apurados.

Apesar da cassação, a realização de novas eleições no município de Estreito dependerá de decisão definitiva da Justiça Eleitoral em instância superior, caso a sentença seja mantida após recursos eventuais.

O prazo para interposição de recurso é de três dias.

A decisão reforça o entendimento da Justiça Eleitoral quanto à gravidade das práticas que podem interferir na lisura do processo eleitoral e na igualdade de disputa entre os candidatos.

MARÉ VIROU: Dinistas deixam Camarão à deriva, embarcam no projeto Braide e redesenham disputa pelo Palácio dos Leões

A pré-campanha ao Governo do Maranhão entrou definitivamente em uma nova fase neste fim de semana, marcada por um movimento político simbólico e de forte impacto nos bastidores: após a direção nacional do Partido dos Trabalhadores bater o martelo pela manutenção da pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão, importantes quadros do chamado grupo dinista começaram a abandonar, ainda que silenciosamente, as “águas camaronesas” para surfar nas já agitadas “ondas braidistas”.

O gesto mais eloquente dessa inflexão veio com a presença dos deputados estaduais Carlos Lula e Júlio Mendonça em agendas de pré-campanha de Eduardo Braide pelo interior maranhense fato que, na leitura dos observadores políticos, representa mais do que mera cortesia institucional: trata-se de um recado direto ao Palácio dos Leões e, sobretudo, ao núcleo petista que ainda tenta sustentar Felipe Camarão como nome competitivo para 2026.

Carlos Lula acompanhou Braide em compromisso político em São Domingos do Azeitão, no sul do estado, nas festividades do “Azeitão Folia” juntamente com o prefeito Lorival Leandro dos Santos Júnior o Junior do Posto do PP.

 Em uma outra agenda, Júlio Mendonça esteve ao lado do ex - prefeito da capital em Matinha, na Baixada Maranhense, vizinha de sua cidade Viana, na festa de aniversário do aliado político de Mendonça quem ele o chamou de “o próximo prefeito de Matinha”, trata – se do ex vereador da cidade Florismar Bastos e que é pretenso candidato a prefeito nas eleições municipais de 2028, uma festa popular embalada pelo reggae maranhense ao som do “Leão Indomável”, a radiola Irie FM Vip Lion o evento assumiu ares de espetáculo político. Entre música, aplausos e uma população convocada para um momento de descontração regado reggae, churrasco e cerveja, consolidou-se aquilo que adversários passaram a chamar de o ato do “pão e circo”: uma estratégia de Braide de misturar entretenimento, forte presença popular e discurso político para sedimentar sua imagem no interior.

Vale ressaltar que ao chegar na cidade, o pré-candidato teve uma recepção comandada pela ex-prefeita da cidade a comunista Linielda Nunes Cunha, conhecida como Linielda de Eldo (PcdoB) e aliada de primeira hora do também comunista Marcio Jerry, deputado federal e tido como o porta voz do grupo “dinista” no estado. Em ambos os atos, o roteiro foi semelhante: grande mobilização popular, forte apelo regional e discursos cuidadosamente construídos para apresentar Braide como alternativa de “renovação administrativa”.


O abandono silencioso de Camarão

Até poucas semanas atrás, parte significativa dos deputados ligados ao ex-governador Flávio Dino defendia publicamente a construção da candidatura de Felipe Camarão como nome de continuidade do campo progressista. Camarão aparecia como ponte entre o “dinismo”, o “lulismo” e setores da esquerda institucional.

Contudo, a decisão do PT nacional de insistir no projeto próprio, sem conseguir até aqui transformar Camarão em uma candidatura de massa, produziu um efeito inverso: em vez de fortalecer, expôs a fragilidade do vice-governador dentro do próprio campo aliado.

Nos bastidores, a avaliação é dura: Felipe Camarão tem partido, tem discurso e tem padrinhos, mas ainda não conseguiu provar musculatura eleitoral fora da bolha governista. Sua pré-campanha continua excessivamente dependente de Brasília e da tutela do presidente Lula, enquanto no Maranhão a militância política começa a fazer contas pragmáticas sobre viabilidade e sobrevivência.

É justamente nesse ponto que Eduardo Braide passa a ser visto como porto seguro por setores antes identificados com Dino.

Braide vira o novo ponto de convergência

Líder nas pesquisas espontâneas e dono de uma gestão bem avaliada em São Luís, Eduardo Braide conseguiu o que parecia improvável até o ano passado: transformar-se em eixo de convergência de políticos de matizes ideológicos distintos.

Sua estratégia tem sido simples e eficiente ocupar o interior, municipalizar o debate e oferecer palanque aos insatisfeitos sem exigir, por enquanto, fidelidade partidária formal.

Ao receber Carlos Lula e Júlio Mendonça em suas agendas, Braide manda dois sinais importantes:

ao eleitorado, demonstra que sua pré-campanha deixou de ser um projeto isolado da capital e ganhou capilaridade estadual;

à classe política, mostra que já existe migração em curso dentro da base dinista, especialmente entre aqueles que não enxergam em Camarão capacidade real de enfrentamento em 2026.

Na política, símbolos importam e a imagem de deputados historicamente vinculados ao dinismo dividindo palanque, sorriso e discurso com Braide fala mais do que qualquer nota oficial.

Dinismo rachado e sem rumo único

O episódio também escancara uma realidade até então tratada com cautela: o grupo político construído por Flávio Dino já não opera mais em unidade automática.

Com Dino em Brasília e afastado da articulação cotidiana maranhense, suas antigas trincheiras começam a agir por instinto de preservação. Sem uma liderança local que centralize decisões e sem certeza sobre a viabilidade de Felipe Camarão, deputados, prefeitos e lideranças regionais passam a testar novas rotas.

Há hoje, claramente, três movimentos dentro do dinismo:

os que ainda defendem fidelidade integral a Camarão;

os que aguardam o desenrolar das pesquisas antes de tomar posição;

e os que já iniciaram a travessia para Braide.

Carlos Lula e Júlio Mendonça, ao que tudo indica, decidiram não esperar a maré baixar.

Cenário: Camarão isolado, Brandão observando e Braide avançando, enquanto Felipe Camarão tenta vender a narrativa de candidato natural da esquerda, Eduardo Braide cresce como opção competitiva de centro, atraindo inclusive quadros progressistas descontentes.

No meio desse tabuleiro, o governador Carlos Brandão observa atentamente e assiste ao enfraquecimento da pré-candidatura petista e à erosão do dinismo sem precisar mover muitas peças, é recorrente nos bastidores que o próximo a engrossar o caldo de Braide e deixar o camarão ser levado pela maré é Othelino, aquele que não aparta, que já se organiza com os prefeitos ligados a ele um evento no final do mês de Maio com declaração de apoio a Braide.

A maré política mudou

O fim de semana mostrou que a política maranhense entrou em período de maré alta e correnteza forte.

Felipe Camarão, que imaginava navegar com o impulso do PT nacional, vê agora sua embarcação enfrentar deserções antes mesmo da largada oficial.

Eduardo Braide, por sua vez, aproveita o vácuo, amplia sua frotilha e vai transformando agendas populares em demonstrações de força.

No Maranhão, a pergunta já não é mais se Braide será candidato competitivo, a pergunta que ecoa entre prefeitos, deputados e lideranças é outra:

quantos ainda permanecerão no barco de Camarão até as convenções?

 

Política: Litoral maranhense se une em apoio a Cláudio Cunha em grande encontro político

 

O último sábado (2) marcou um importante movimento político no litoral maranhense. Em um encontro que reuniu lideranças de diversos municípios da região, o deputado estadual Cláudio Cunha recebeu declarações públicas de apoio que reforçam sua atuação e articulação política.

Estiveram presentes os prefeitos Márcio Hominho (Bacuri), Jadeco (Apicum-Açu), Magno Cartagenes (Guimarães) e Val Cunha (Serrano do Maranhão), demonstrando alinhamento e união em torno do nome do parlamentar.

O evento também contou com a participação do vereador Beto, de Mirinzal, além dos vereadores Daniel, Louzeiro, Pinto, Zito e Mel, e diversas lideranças políticas de Cururupu, ampliando ainda mais a representatividade do encontro.

A mobilização evidencia o fortalecimento de alianças no litoral e sinaliza um cenário de coesão política entre diferentes lideranças da região. O apoio coletivo reforça o espaço de Cláudio Cunha no cenário estadual, destacando sua presença ativa e o compromisso com pautas voltadas ao desenvolvimento do Maranhão.