sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O JOGO É BRUTO: PSB Rompe com o Governo do Maranhão, Expulsa Deputados e Muda o Tabuleiro Político na Assembleia

O tabuleiro político do Maranhão acaba de sofrer um abalo sísmico. Após a expulsão do deputado estadual Edson Araújo, o PSB decidiu ir além e excluiu mais seis deputados estaduais em pleno exercício de mandato, Adelmo Soares, Andreia Rezende, Antônio Pereira, Daniella, Davi Brandão e Florêncio Neto. promovendo um dos movimentos mais duros e explícitos de ruptura partidária dos últimos anos. Como desdobramento imediato, o partido formalizou sua saída do Bloco Juntos Pelo Maranhão, rompendo oficialmente com a base governista e passando a integrar o bloco de oposição na Assembleia Legislativa.

A decisão marca um divisor de águas na relação entre o PSB e o Palácio dos Leões, escancarando um racha que já vinha sendo desenhado nos bastidores, mas que agora ganha contornos públicos, institucionais e irreversíveis.

Uma ruptura anunciada

Nos corredores da Assembleia, poucos foram pegos de surpresa. O PSB vivia uma convivência tensa com o governo estadual, marcada por divergências estratégicas, disputas de poder interno e desalinhamento político para 2026. A expulsão em série deixa claro que a legenda optou por radicalizar, mesmo ao custo de perder musculatura parlamentar imediata.

A mensagem é direta: não haverá espaço para meio-termo. Ou se alinha ao projeto partidário, ou está fora.

O impacto na Assembleia Legislativa

Com a saída do PSB do bloco governista, o equilíbrio de forças na Assembleia muda. Embora o governo ainda mantenha maioria, o gesto fortalece politicamente a oposição, amplia o discurso crítico e cria um ambiente de enfrentamento político no plenário.

Mais do que números, o que está em jogo é o simbolismo: um partido historicamente relevante no Maranhão abandona a base e assume, sem rodeios, o papel de antagonista.

Crítica: estratégia ou suicídio político?

A decisão do PSB divide opiniões. Para aliados do governo, trata-se de um movimento intempestivo, que pode isolar a legenda e reduzir seu acesso a espaços institucionais e recursos políticos. Para setores da oposição, é um gesto de coragem política, que reposiciona o partido e dá clareza ao eleitorado.

O risco, porém, é alto. Expulsar deputados com mandato significa renunciar a capilaridade, visibilidade e votos no curto prazo. O PSB aposta que a coerência ideológica e o reposicionamento estratégico compensarão as perdas imediatas.

Cenário para 2026: tudo ou nada

O pano de fundo da crise é, sem dúvida, a eleição de 2026. O PSB parece decidido a reconstruir sua identidade no Maranhão, ainda que isso implique romper pontes e enfrentar antigos aliados. O movimento sugere que o partido não pretende ser coadjuvante no próximo ciclo eleitoral, mas sim protagonista ou oposição dura.

Para o governo, o desafio agora é conter danos, reorganizar sua base e evitar que o rompimento gere efeito cascata em outras legendas.

A nova configuração da bancada de oposição  passa a contar, então, com 11 deputados: Carlos Lula, (Iracema Vale, Francisco Nagib, Ariston – Governistas porém ainda no PSB agora de oposição), Othelino Neto, (Fernando Braide – Irmão do prefeito de são luis Eduardo Braide que não sabe se é direita , centro ou esquerda mais que está abancado em cima de um muro) , Leandro Bello (todos do PSB) além de Rodrigo Lago, Júlio Mendonça, Ricardo Rios e (Ana do Gás – que não sabe em que banda toca ) (Todos do PCdoB).

Conclusão

No Maranhão, a política entrou definitivamente em modo hard. O recado do PSB é claro: o jogo é bruto, e não há espaço para neutralidade. Resta saber se a legenda terá fôlego para sustentar o embate e transformar a ruptura em capital político ou se pagará um preço alto demais por essa aposta radical.

 

Uma coisa é certa: a Assembleia Legislativa nunca mais será a mesma após esse movimento.

 

 

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