quinta-feira, 30 de abril de 2026

BABILÔNIA EM CHAMAS: Centrão comandado por Alcolumbre impõe nova derrota a Lula, derruba veto do Planalto e abre caminho para redução de penas do 8 de Janeiro

Em sessão explosiva do Congresso, o governo auxilia impotente ao avanço de uma maioria suprapartidária que desafia o Palácio do Planalto, fortalece a pauta da anistia e expõe a fragilidade inédita da articulação política lulista.

Brasília viveu nesta quinta-feira(30) um dos capítulos mais simbólicos da destruição de poder do governo Luiz Inácio Lula da Silva dentro do Congresso Nacional. Sob o comando do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com apoio decisivo de lideranças da Câmara alinhadas ao Centrão, parlamentares im postos ao Palácio do Planalto mais uma derrota contundente: a derrubada do veto presidencial que barrava dispositivos capazes de flexibilizar e reduzir punições impostas a investigados e condenadas pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.

A decisão, articulada nos bastidores há semanas, representa muito mais do que uma revisão legislativa. Trata-se de um gesto político de enfrentamento aberto ao governo e, sobretudo, de uma demonstração inequívoca de que o Congresso passou a operar em lógica própria, sem qualquer constrangimento em contrariar a vontade do Executivo em temas sensíveis de natureza institucional.

A sessão foi marcada por forte mobilização do bloco conservador, adesão silenciosa de partidos da base e participação ativa de senadores e deputados ligados à tese de “pacificação nacional”, argumento usado para explicar a necessidade de revisão das punições aplicadas aos envolvidos na depredação das sedes dos Três Poderes.

Nos corredores do Congresso, o clima foi descrito pelos aliados do Planalto como de “insurreição branca”.

Os condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023 poderão ser beneficiados com redução de penas e flexibilidade na progressão da pena a possibilidade de transferência gradual do regime fechado para o aberto. É o que decidiu nesta quinta-feira (30) o Congresso Nacional ao romper parcialmente o veto da Presidência da República (VET 3/2026) ao chamado PL da Dosimetria (PL 2.162/2023), do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). O texto será promulgado.

Foram 49 senadores e 318 deputados projetados à derrubada, o que fará com que o texto vetado pelo presidente Lula passe a ser lei. Para derrubar um veto presidencial são necessários os votos contrários da maioria absoluta de ambas as Casas, isto é, de 257 deputados e 41 senadores.

A votação começou pela Câmara. O cartaz foi 318 (não) contra 144 (sim), com 5 abstenções. Na sequência, foi a vez dos senadores: 49 votaram "não" (pela derrubada), 24 votaram "sim" (pela manutenção do veto).

Os parlamentares analisaram apenas parte do veto, pois revelaram-se que a transformação em lei do PL da Dosimetria na íntegra poderia anular parte da Lei Antifacção (Lei 15.358/2026), sancionada em março.

Durante a sessão, senadores e deputados discutiram principalmente as condenações feitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o pedido do novo texto com a Lei Antifacção que apoiava a progressão da pena em crimes hediondos e violentos. Apesar do foco dos parlamentares no debate sobre os atos de 8 de janeiro, uma nova norma, em tese, poderá beneficiar futuros infratores.

Redução de pena

Quando os crimes de golpe de Estado são praticados "em contexto de multidão", por texto, o juiz reduzirá a pena entre um terço e dois terços. O mesmo vale para o crime de “abolição violenta do Estado democrático”. Em ambos os casos, o infrator não pode ter financiamento ou exercer papel de liderança.

O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou que o STF julgou os envolvidos nos atos para “garantir as denúncias”, chamado de excesso por ele.

Pessoas receberam pena de 14 a 16 anos por estarem no dia 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes. Ninguém concorda com invasão de prédio público, mas também não pode haver uma notícia dessas pessoas que não quebraram um copo d'água.

Transição para

Quem cometer crimes contra o Estado democrático de direito poderá ter progressão após cumprir um sexto da pena, se houver bom comportamento.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o relator do PL da Dosimetria no Senado, senador Esperidião Amin (PP-SC), defenderam a aprovação e afirmaram que o texto é o primeiro passo e que seguirão batalhando pela anistia geral.

Esse é o primeiro passo necessário e muito aguardado pelos mais aflitos. Nós queremos obrigatoriamente uma caminhada. A próxima etapa é a anistia. E depois a revisão do inquérito de 8 de janeiro afirmou Amin.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) avaliou que diversos presos do 8 de janeiro já terão habilitação para deixar a prisão.

A norma vai fazer com que muitas famílias possam voltar para casa e reconstruir suas vidas. A solução ideal seria a anistia, mas não deu para aprovar.

São 413 pessoas presas preventivamente e 111 presas definitivamente no regime fechado, segundo relatório de abril do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro. O regime fechado representa a grande maioria dessas prisões.

Soma das penas

O texto proíbe o soma das penas nos crimes contra as instituições democráticas previstas no Código Penal. Para ser beneficiado, o infrator deve ter os crimes no mesmo contexto. Assim, quem tenta abolir o Estado democrático de direito e, ao mesmo tempo, tenta depor que o governo receba apenas uma pena mais elevada, com um aumento proporcional.

Atualmente, o juiz pode somar penas de diferentes crimes cometidos por meio de uma única ação, caso praticado com essa intenção. Também é possível somar penas de crimes cometidos mediante mais de uma ação. Foi o que os ministros do STF fizeram com os condenados pelos atos de 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As novas regras em benefício do réu valem inclusive para aqueles que já foram condenados definitivamente pela Justiça.

Anistia

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que os condenados de 8 de janeiro “foram à praça pública mostrar descontentamento”, mas “que descambou para a depredação”. Para o líder da oposição no Senado, a anistia na ditadura militar já beneficiou aqueles que hoje são contra o PL da Dosimetria.

Foram beneficiados por assalto a banco, por sequestro, por pegar em armas contra o governo daquela ocasião… E assacaram a dosimetria e anistia para idosos e mulheres.

Já o líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), descobriu que os atos de 8 de janeiro representaram uma “acumulação de um processo golpista”. O senador classificou de “triste tradição” uma tentativa de anistiar “quem atenta contra a democracia”.

A nossa democracia está sendo julgada na apreciação desse veto. O que aconteceu, presidente, no dia 8 de janeiro, aqui, não foi um passeio no parque, foi o culminar de um processo golpista. O que querem não é beneficiário daqueles que atentaram contra o Estado democrático de direito, utilizados como boi de piranha no 8 de janeiro. Querem, na prática, caminhar para uma anistiadisse. 

Remição

Pessoas em prisão domiciliar poderão utilizar o trabalho como forma de reduzir a pena a ser cumprida  a chamada remição. Atualmente, apenas o estudo pode remir a pena na modalidade domiciliar, segunda publicação de 2023 da Defensoria Pública do Distrito Federal sobre execução penal. O texto altera a Lei de Execuções Penais e o Código Penal.

Trecho retirado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retirou uma votação trechos que facilitariam a liberdade de condenados por crimes hediondos, comando de milícias e feminicidas e que contradiziam a Lei Antifacção, que, desde março, passou a exigência que condenados nesses crimes passem mais tempo em regimes mais severos antes de migrar para os mais brandos. Já o PL da Dosimetria é um projeto mais antigo e repetia os percentuais anteriores. Para comando de facções criminosas, por exemplo, o cumprimento mínimo seria de 50% no regime mais rigoroso, em vez dos atuais 75%.

Para Alcolumbre, os parlamentares não desejavam flexibilizar a progressão da pena.

Este cenário representaria uma invalidação da recente manifestação de vontade do Congresso, bem como significaria um passo atrás nas ações de combate à criminalidade, em especial ao feminicídio e ao crime organizado.

Deputados governantes, que defenderam a manutenção do veto, pediram que o texto fosse parcialmente incluído, ou que fosse recusado por Davi.

 

 


Informações  Fonte: Agência Senado












quarta-feira, 29 de abril de 2026

URGENTE: Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e impõe a Lula sua mais dura derrota política no terceiro mandato

Em uma votação histórica e carregada de simbolismo institucional, o Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira a indicação do advogado geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), impondo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a mais severa derrota política desde o início de seu terceiro mandato.

A recusa do nome, considerado uma escolha pessoal e estratégica do Palácio do Planalto, representa muito mais do que a simples rejeição de um indicado: expõe fragilidades profundas na base governista, evidencia o desgaste da articulação política de Lula junto ao Congresso e abre uma nova fase de tensão entre Executivo, Senado e Judiciário.

Messias precisava de maioria absoluta para ser aprovado, mas encontrou resistência crescente nos bastidores, especialmente entre senadores do Centrão, da oposição e até mesmo em setores independentes que passaram a enxergar a indicação como excessivamente ideológica e ligada demais ao núcleo duro petista.

A derrota foi recebida em Brasília como um terremoto político, afinal, o planalto sofreu humilhação institucional inédita

A indicação de um ministro ao STF sempre foi tratada por presidentes da República como uma das decisões de maior peso e prestígio político do mandato. A aprovação pelo Senado, geralmente, funciona como rito institucional quase protocolar ainda que cercado de sabatinas e questionamentos.

A rejeição, portanto, tem dimensão de humilhação pública, nos corredores do Congresso, líderes classificaram o resultado como um “recado direto” ao presidente Lula, segundo interlocutores do Senado, a votação refletiu três fatores centrais; insatisfação com a condução política do governo, reclamações sobre liberação de emendas e espaços administrativos e resistência à tentativa de ampliar a influência ideológica do PT no Supremo.

Senadores afirmam reservadamente que o Planalto subestimou o nível de insubordinação parlamentar.

“O governo acreditou que bastava a força simbólica do cargo para aprovar. Descobriu que o Senado quer ser protagonista e cobrar a conta”, disse um líder partidário.

Derrota desmonta narrativa de governabilidade de Lula, desde o início do terceiro mandato, Lula vinha sustentando o discurso de que, apesar de um Congresso conservador, sua experiência política seria suficiente para garantir governabilidade e vitórias estratégicas.

A rejeição de Jorge Messias implode essa narrativa, não se trata apenas de uma derrota numérica, trata-se da demonstração prática de que Lula perdeu capacidade de impor sua vontade mesmo em temas considerados prioritários e personalíssimos.

A escolha de Messias era vista dentro do PT como fortalecimento do campo jurídico lulista, aproximação entre Supremo e governo e consolidação de uma maioria mais simpática ao Planalto em julgamentos futuros, com o fracasso, Lula sai menor politicamente.

Analistas em Brasília avaliam que o presidente agora entra em um ciclo delicado:

1. Dependência ainda maior do Centrão

Para reconstruir pontes, Lula terá de ampliar concessões, cargos, verbas e espaço político.

2. Enfraquecimento da autoridade presidencial

Parlamentares passam a entender que o governo pode ser derrotado inclusive em pautas de alto valor simbólico.

3. Crescimento da chantagem institucional

Cada nova votação sensível tende a custar mais caro ao Palácio do Planalto, Centrão mostra força e assume controle do tabuleiro

A votação também consolidou uma nova realidade em Brasília: quem dita o ritmo da governabilidade não é mais o Planalto, mas o Senado e o Centrão ampliado.

A derrota de Messias foi construída silenciosamente por grupos que, embora integrem formalmente a base, têm elevado o preço do apoio em cada deliberação, na prática, o Senado mostrou que nenhum gesto institucional do presidente será automático daqui para frente.

A Casa Alta se reposiciona como poder moderador de fato, especialmente em temas ligados ao STF, ao Judiciário e à relação entre os Poderes.

O recado é cristalino, Lula governa, mas não controla e posição ganha discurso para 2026, a rejeição da indicação cai como combustível para a oposição bolsonarista e para setores da direita liberal, que imediatamente passaram a explorar a narrativa de “fim da hegemonia lulista em Brasília”.

Parlamentares oposicionistas classificaram a derrota como: “A prova de que o Senado não aceita aparelhamento ideológico da Suprema Corte”.

Nos bastidores eleitorais, a leitura é que o episódio enfraquece a imagem de invencibilidade política de Lula e antecipa um ambiente de maior confrontação rumo às eleições de 2026.

Lideranças conservadoras avaliam que o presidente sai mais vulnerável, mais dependente, e mais pressionado por resultados econômicos.

Sem a autoridade política intacta, Lula passa a enfrentar um Congresso mais ousado e uma oposição mais vocal.

Relação com o STF também entra em zona de ruído

Embora ministros da Suprema Corte evitem manifestações públicas, a derrota de Jorge Messias produz ruídos internos no ambiente institucional.

Messias era visto como nome de trânsito facilitado entre AGU, Palácio do Planalto e setores garantistas da Corte.

Sua rejeição gera um vácuo político e obriga Lula a recalcular completamente a próxima indicação, agora, qualquer novo nome precisará obedecer não apenas ao desejo presidencial, mas ao filtro rígido do Senado, ou seja; o Senado passa a influenciar diretamente quem poderá sentar na cadeira do Supremo, isso reduz drasticamente a margem de autonomia do presidente, Lula entra em seu momento mais delicado desde a posse, a derrota desta quarta-feira inaugura um novo estágio do governo Lula, mais instável no Congresso, mais refém de negociações, mais suscetível a derrotas públicas e com a autoridade política ferida.

Ministros admitem reservadamente que o episódio exigirá uma “operação de contenção de danos” imediata para evitar efeito cascata em votações futuras, a grande questão agora é; Lula conseguirá recompor liderança ou entrará em lenta erosão política dentro do próprio mandato? A resposta dependerá da capacidade do presidente de reconstruir base, conter o apetite do Centrão e impedir que a rejeição de Jorge Messias se transforme em símbolo permanente de fragilidade.

Por enquanto, o sentimento no Congresso é um só, o Senado mostrou que Lula não tem mais garantias automáticas de vitória nem mesmo quando o jogo envolve o Supremo Tribunal Federal.

ANÁLISE FINAL: O QUE ESSA DERROTA SIGNIFICA

A rejeição de Messias não é um fato isolado e sim uma;

demonstração de enfraquecimento do Planalto;

ascensão definitiva do Senado como contrapoder;

fortalecimento do Centrão como fiador do governo;

oxigenação da oposição;

e abalo na autoridade institucional de Lula.

Brasília entra hoje em um novo ciclo:

O da governabilidade por sobrevivência.


Ironia e disputa política marcam discurso sobre obra pública no Maranhão

Na manhã de ontem terça-feira (28), um discurso na tribuna da Assembleia Legislativa reacendeu o debate sobre transparência e uso de recursos públicos em obras de infraestrutura no Maranhão. O deputado Fernando Braide fez duras críticas ao governo estadual, acusando suposto superfaturamento na construção de uma ponte na Rua Urucutiua localizada na região do Araçagy ligando toda essa área à nova expansão da Avenida Litorânea, obra que está sendo realizada pelo governo do estado.

Segundo o parlamentar, o valor estimado da obra cerca de R$ 11 milhões em uma via de 1,6Km incluindo uma ponte de concreto e que seria desproporcional. Em sua fala, ele argumentou que esse montante seria suficiente para construir todas as pontes de uma cidade turística como Barreirinhas, conhecida por sua relevância para o turismo nos Lençóis Maranhenses.

A declaração, no entanto, gerou reação imediata nos bastidores políticos e entre analistas, que questionam tanto a comparação quanto a ausência de dados técnicos mais detalhados, porém o deputado esqueceu de um detalhe, recentemente o governador Carlos Brandão inaugurou a ponte Prefeito Chico Pedro sobre o Rio Preguiças em Barreirinhas que possui 240 metros de extensão no valor de R$ 25 milhões, A estrutura facilitou o acesso aos Lençóis Maranhenses, beneficiando mais de 15.000 moradores e turistas, eliminando a necessidade da balsa, melhorando a mobilidade para 19 povoados e o acesso turístico.  

Comparações e contradições

Em uma rápida análise podemos observar uma possível contradição ao lembrar que o irmão do deputado, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide, esteve à frente de uma obra de grande porte na capital: a construção de um elevado nas proximidades do aeroporto, cujo custo chegou a aproximadamente R$ 32.950.286,46 em um terreno plano sem alagamentos e passagem de rio com 230 metros de extensão.

Além disso, comparações com projetos semelhantes em estados vizinhos também entram no debate. Há registros de elevados construídos por valores próximos a R$ 11 milhões, mas com dimensões e contextos urbanos distintos o que especialistas costumam destacar como fator essencial na análise de custos. Elementos como desapropriações, impacto ambiental, complexidade do solo e integração viária influenciam diretamente o orçamento final de cada obra.

Entre crítica política e “fake news”

A acusação de que o discurso teria disseminado “fake news” levanta um ponto sensível: o uso de dados comparativos sem contextualização técnica pode induzir a interpretações equivocadas. Na política, esse tipo de estratégia não é incomum, especialmente em períodos de maior tensão entre grupos adversários.

Por outro lado, o questionamento sobre gastos públicos é parte legítima do papel fiscalizador de parlamentares. O desafio está em equilibrar crítica política com precisão informativa algo fundamental para garantir um debate público qualificado.

Transparência em foco

O episódio evidencia como a transparência em obras públicas segue sendo um tema central no cenário político local. Mais do que disputas retóricas, a sociedade demanda acesso claro a contratos, planilhas de custos e critérios técnicos que justifiquem os investimentos realizados.

Enquanto isso, o embate entre governo e oposição continua a alimentar o debate político no estado, com narrativas que muitas vezes se cruzam entre crítica legítima e disputas estratégicas por espaço e influência.

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Assédio moral e sexual no serviço público: denúncias crescem, punições avançam e prevenção ainda é um desafio.

Hoje trazemos aos nossos leitores um tema que tem sido pouco abordado, porém, tem destruído, pessoas, carreiras e famílias devastadas inteiras, trata-se do “Assédio moral e sexual no serviço público”. O avanço das denúncias de assédio moral e sexual no serviço público revela uma realidade que por muito tempo tem sido silenciada dentro das instituições. 

Nos últimos anos, o aumento da conscientização e o fortalecimento dos canais de denúncia levaram à responsabilização dos agressores e à aplicação de punições mais rigorosas. Ainda assim, apesar dos progressos, a prevenção continua sendo um desafio central, exigindo não apenas normas mais eficazes, mas também uma mudança cultural profunda que garanta ambientes de trabalho seguros, respeitosos e livres de abusos. 

O ambiente do serviço público, que deveria ser pautado pela legalidade, ética e respeito, tem enfrentado um problema persistente: o assédio moral e sexual. Nos últimos anos, o aumento de denúncias em órgãos federais, estaduais e municipais trouxe à tona casos graves, resultando em investigações, punições e uma pressão crescente por políticas de prevenção mais diretas.

Casos reais expõem a gravidade do problema

Diversos episódios recentes revelaram como o assédio pode se manifestar na administração pública. Em 2023, um alto servidor de um ministério em Brasília foi exonerado após denúncias de assédio sexual contra subordinados. As investigações apontaram comportamentos reiterados, como convites inadequados e constrangimento no ambiente de trabalho.

Em outro caso, no âmbito estadual, um servidora denunciou perseguição sistemática por parte de um superior hierárquico, caracterizando assédio moral: metas impossíveis, exposição vexatória e isolamento funcional. O caso resultou na abertura do processo administrativo disciplinar (PAD) e afastamento do gestor.

Situações como essas não são isoladas. Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e de ouvidorias estaduais apresentam crescimento no número de denúncias, especialmente após a ampliação de canais digitais e maior conscientização dos servidores.

Punições previstas e aplicadas

A legislação brasileira é clara quanto à responsabilização. O assédio moral, embora não tipificado como crime específico no Código Penal, pode gerar avaliações administrativas e civis, incluindo advertência, suspensão e demissão. Já o assédio sexual é crime previsto no artigo 216-A do Código Penal, com pena de detenção de 1 a 2 anos, podendo ser agravado.

No serviço público, a Lei nº 8.112/1990 (para servidores federais) e legislações correlatas nos estados e municípios estabelecem punições rigorosas. Nos casos comprovados, os gestores podem perder a carga, sofrer processos judiciais e ficar inelegíveis, dependendo da gravidade e do desdobramento político do caso.

Impactos diretos na administração e na sociedade

As consequências do assédio vão além das vítimas. Ambientes tóxicos comprometem a produtividade, aumentam o absenteísmo e geram custos com afastamentos por problemas de saúde mental. Além disso, afeta diretamente a qualidade do serviço prestado à população.

Para as vítimas, os efeitos são profundos: ansiedade, depressão, perda de autoestima e, em casos mais graves, abandono da carreira. Os especialistas apontam que o medo de retaliação ainda é um dos principais fatores que dificultam denúncias, especialmente em estruturas hierarquizadas.

Prevenção ainda é o maior desafio

Apesar dos avanços nas punições, especialistas defendem que o foco deve estar na prevenção. Os órgãos públicos têm medidas adotadas como:

criação de ouvidorias independentes;

canais anônimos de denúncia;

treinamentos obrigatórios sobre ética e conduta;

campanhas internas de conscientização;

implementação de códigos de integridade.

No entanto, a efetividade dessas ações depende da mudança cultural dentro das instituições. “Não basta ter regras; é preciso garantir que elas sejam cumpridas e que haja confiança no sistema de purificação”, avalia um especialista em gestão pública.

Caminho para um ambiente mais seguro

O combate ao assédio no serviço público passa por transparência, responsabilização e educação contínua. A pressão da sociedade e o fortalecimento dos mecanismos de controle contribuíram para romper o silêncio histórico sobre o tema.

Ainda assim, permanece o desafio: transformar o ambiente institucional em um espaço seguro, onde os servidores possam exercer suas funções com dignidade e respeito princípios fundamentais de qualquer administração pública comprometida com o interesse coletivo.



 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

FERIADÃO: PRF Deflagra Operação Tiradentes e Reforça Fiscalização nas Rodovias do Maranhão

 


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou a Operação Tiradentes em pontos estratégicos das rodovias federais que cortam o Maranhão. A ação tem como objetivo intensificar a fiscalização durante o feriadão, período marcado pelo aumento no fluxo de veículos.

Equipes da PRF estão presentes com foco na prevenção de acidentes, combate à embriaguez ao volante, excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas principais causas de sinistros nas estradas.

Até o momento, o cenário é de tranquilidade nas rodovias do estado, sem registros de ocorrências graves, segundas informações preliminares.

A PRF reforça a importância de que os motoristas respeitem as leis de trânsito, façam a revisão dos veículos e planejem suas viagens com antecedência, garantindo mais segurança para todos.

A iniciativa está alinhada ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) e às diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU), que visam reduzir em até 50% o número de mortes no trânsito até 2030.

Historicamente, o feriado de Tiradentes registra aumento significativo no fluxo de veículos, especialmente em deslocamentos interessantes. Em 2026, a expectativa é de intensificação ainda maior, já que diversos estados adotaram ponto facultativo na segunda-feira, prolongando o período de viagens. Diante desse cenário, a PRF adotará estratégias baseadas na análise de dados, direcionando o policiamento para trechos e horários com maior índice de sinistros.

A operação terá como foco principal o combate às condutas de maior risco, como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, direção sob efeito de álcool, uso de celular ao volante e o não uso de dispositivos de segurança, como cintos e capacetes.

À Atuação Será Intensificada Nos Seguintes Pontos Estratégicos:

Na BR-135, entre os quilômetros 0 e 30, considerados críticos para ocorrências de acidentes, haverá reforço no policiamento para prevenção de sinistros sepulturas.

Também na BR-135, entre os quilômetros 20 e 40, a PRF atuará para garantir a fluidez do trânsito, especialmente em razão da interdição da ponte localizada no km 24,4, que tem concentrado o fluxo de entrada e saída da Ilha de São Luís em apenas um sentido, gerando congestionamentos.

Já na BR-402, entre os quilômetros 75 e 145, região de fluxo de acesso aos Lençóis Maranhenses, haverá fiscalização intensiva de velocidade com uso de radares portáteis, considerando o aumento do turismo durante o período.

Além da fiscalização, a PRF também investirá em ações educativas, com o objetivo de conscientizar motoristas e passageiros sobre a importância de uma condução segura e responsável.

A Operação Tiradentes 2026 integra a Operação Nacional de Segurança Viária Fase II, e busca não apenas reduzir o número de acidentes, mas também ampliar a sensação de segurança nas rodovias, promover a integração entre órgãos públicos e garantir maior fluidez no trânsito.

A PRF reforça a importância do trabalho dos condutores, respeitando as leis de trânsito e adotando comportamentos seguros, contribuindo para um feriado mais tranquilo e com menos vítimas nas rodovias federais.


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Em Discurso na Câmara Federal, Paulo Marinho Júnior Reafirma Compromisso Político e Intensifica Pré-Campanha de Eduardo Braide no Leste Maranhense

 

Em pronunciamento na tarde desta quarta-feira (15) na tribuna da Câmara dos Deputados, o deputado federal Paulo Marinho Júnior (PL) reforçou seu alinhamento político com o projeto liderado pelo agora ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), projetando com mais nitidez os movimentos da pré-campanha para as eleições de 2026 no Maranhão. O discurso, além de destacar ações parlamentares, teve forte tom político-eleitoral, sinalizando a consolidação de alianças na região Leste Maranhense estratégica no tabuleiro estadual.

Durante sua fala, Marinho Júnior ressaltou a importância de construir um projeto “moderno e eficiente” para o estado, elogiando a gestão de Braide na capital e defendendo a expansão desse modelo para o restante do Maranhão. O parlamentar também fez menção à necessidade de renovação política, um discurso que tem sido recorrente entre aliados do Ex-prefeito.

Estratégia de Interiorização e Consolidação Regional

O reforço da pré-campanha no Leste Maranhense não é por acaso. Uma região que engloba municípios importantes e com forte densidade eleitoral tem sido alvo de articulações intensas por parte de diferentes grupos políticos. Ao se posicionar de forma mais incisiva, Paulo Marinho Júnior atua como peça-chave na interiorização do projeto de Braide, buscando ampliar sua capilaridade fora da Grande Ilha.

Esse movimento ocorre num momento em que Eduardo Braide ainda mantém postura pública cautelosa sobre a sua candidatura ao Governo do Estado, embora os seus aliados já atuem abertamente na construção das suas previsões eleitorais. A estratégia lembra movimentos clássicos da política: enquanto o pré-candidato preserva sua imagem institucional, sua base trabalha para pavimentar o caminho.

Cenário Político de Ebulição

O Maranhão vive um cenário de forte expectativa para 2026, marcado por indefinições e articulações silenciosas. De um lado, o grupo governamental, liderado pelo governador Carlos Brandão, busca manter a unidade em torno de Orleans Brandão.

Por outro lado, nomes como Eduardo Braide ganham força como alternativas fora da estrutura tradicional do poder estadual. Sua gestão em São Luís, com índices de aprovação consideráveis, tem servido como política vitrine, embora ainda haja questionamentos sobre sua capacidade de articulação no interior.

Além disso, outras lideranças como Felipe Camarão e Lahesio Bonfim, seguem sendo peças relevantes nesse xadrez político, sejam como protagonistas ou como articuladores de bastidores.

Discurso como Sinal Político

A fala de Paulo Marinho Júnior vai além de um simples posicionamento individual. Ela funciona como um recado político claro: há um grupo organizado, com presença em Brasília e no interior do estado, disposto ao apoio e contribuição à candidatura de Braide.

Esse tipo de pagamento tende a aumentar a pressão sobre o próprio prefeito, que, mais cedo ou mais tarde, terá que definir sua posição de forma mais explícita. Ao mesmo tempo, força os adversários a recalibrarem suas estratégias, diante de um possível adversário competitivo fora do eixo governamental.

Perspectivas

A antecipação do debate eleitoral, mesmo ainda distante do calendário oficial, mostra que 2026 já começou nos bastidores. O discurso de Marinho Júnior reforça que o campo de oposição ao governo estadual está em processo de organização e busca ocupar espaços estratégicos no interior.

Se por um lado ainda há muitas variações em aberto, por outro, movimentos como esse indicam que a disputa tende a ser polarizada entre continuidade e mudança com Eduardo Braide se posicionando, cada vez mais, como o principal nome dessa segunda via no Maranhão.

O cenário segue dinâmico, e cada gesto, cada discurso, passa a ter peso decisivo na construção das narrativas que irão moldar a eleição.

 


Ruck Pires é Reeleito Presidente da Câmara de Vereadores em Bacabeira Com Votos de “Rivais” a Favor e Votos Contrário de “Aliados”.

 

Em Bacabeira, Ruck Pires foi eleito em janeiro de 2025 contra o grupo que, hoje, assegurou sua reeleição para mais um mandato de dois anos à frente do Legislativo.

“Surpreendente”. Assim pode ser definida a eleição que reconduziu o vereador José de Arimathea Carvalho Pires, o Ruck Pires (PSDB), ao comando da Câmara de Bacabeira (MA) para o biênio 2027/2028.

Segundo apuramos, inicialmente, havia um consenso na ala que venceu a Mesa Diretora em janeiro de 2025 para apoiar o vereador Branco de Babu (PSDB). Contudo, outros integrantes do mesmo grupo, como o vereador Jefferson Calvet (Podemos), demonstraram interesse em concorrer.

O estopim que levou ao racha entre eles ocorreu quando o vereador Felipe Nery (Podemos) começou a consultar alguns colegas sobre um possível apoio à sua pré-candidatura.

A reviravolta ocorreu na última segunda-feira, 13, com a publicação do edital de convocação para o pleito interno. Na ocasião, o bloco opositor composto por cinco parlamentares decidiu se retirar da disputa e apoiar a reeleição de Ruck Pires, que havia derrotado o vereador Capitão Lucas (PSDB) na eleição do primeiro biênio da Casa.

Como está e como ficará?

Com o desfecho surpreendente da eleição, a mesa diretora, presidida por Ruck Pires e composta por Branco de Babú como vice-presidente, Jefferson Calvet como 1º secretário e Felipe Nery como 2º secretário, manterá a seguinte formação no próximo biênio: Ruck Pires continuará como presidente, Emanuel da Construforte será o novo vice-presidente, Capitão Lucas assumirá como 1º secretário e Tchabal de Lauzinho ocupará a posição de 2º secretário.

Qual a lição aos espertos?

A neurociência explica que a traição é um fenômeno complexo que envolve uma “tempestade” de reações químicas e ativadores cerebrais, tanto em quem trai quanto em quem é traído. Infelizmente, Ruck não pode ser considerado um traidor por aqueles que o traíram. A traição não vem de adversários, mas de pessoas que são consideradas aliadas.

Se em janeiro de 2025 usaram o atual presidente do legislativo para minar as chances de reeleição do antecessor, agora é o grupo que perdeu o primeiro biênio da Casa que saiu vencedor, retribuindo o ato com a mesma moeda.

Quem perde, aceita o resultado e aguarda a próxima disputa. Quem ganha, administra e governa para todos. Essa máxima reflete a ideia de diversidade e o papel da oposição em uma democracia.

Eleição pode ser contestada

Os ex-aliados do presidente atual afirmam que irão contestar a eleição da Mesa Diretora para o segundo biênio, argumentando que o procedimento não atendeu ao princípio da contemporaneidade, de acordo com as recentes determinações do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entretanto, é curioso que a ameaça só surgiu justamente após a derrota. Por que aqueles que agora questionam a inconstitucionalidade do pleito escolheram esperar pelo resultado para apresentar essa alegação? Se havia alguma inconstitucionalidade, por que a discussão sobre sua alteração não foi realizada antes da eleição? Havia certeza ou dúvida em relação à vitória?




Com Informações do Blogo Isaias Rocha